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Dino exige que deputados do PL expliquem emendas ligadas a filme sobre Bolsonaro

STF determina que três deputados do PL expliquem emendas a ONG ligada à produtora de Dark Horse; Câmara também é chamada a prestar esclarecimentos

Dino deu prazo de 5 dias para manifestações de deputados do PL e da Câmara. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • O ministro do STF Flávio Dino determinou que três deputados do PL expliquem o suposto envio de emendas a uma empresa ligada à produtora do filme Dark Horse sobre o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
  • A medida ocorreu após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB‑SP) e busca assegurar as balizas de transparência fixadas pela ADPF milet-854.
  • Os deputados citados são Mario Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon; eles têm cinco dias para se manifestar, e a Câmara dos Deputados também deverá prestar explicações.
  • Segundo a representação, houve destinação de R$ 2,6 milhões por meio de emendas Pix em 2024 para a ONG Academia Nacional de Cultura, presidida pela sócia da produtora responsável pelo filme.
  • Tabata sustenta a existência de um “ecossistema” de entidades interligadas para ocultar a rastreabilidade de recursos públicos, sugerindo que verbas poderiam financiar a produção privada do filme.

O ministro do STF Flávio Dino determinou que três deputados do PL forneçam esclarecimentos sobre possível envio de emendas a uma empresa ligada à produtora do filme Dark Horse, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi tomada após pedido da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e visa assegurar transparência conforme as diretrizes da ADPF 854.

Dino notificou os parlamentares Mario Frias (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MS) para que se manifestem em cinco dias. A Câmara dos Deputados também deve apresentar explicações sobre o caso, segundo o despacho.

Segundo a representação, o grupo destinou 2,6 milhões de reais por meio de emendas Pix, em 2024, à ONG Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela sócia da produtora do filme Dark Horse. Alega-se que o mesmo conglomerado teria prestado serviços de marketing eleitoral para parlamentares.

Tabata Amaral sustenta a existência de um “ecossistema” de entidades interconectadas utilizadas para ocultar a rastreabilidade dos recursos públicos, com repasses que, originalmente, seriam para fins sociais e culturais, visando financiar a produção cinematográfica privada Dark Horse.

A deputada do PSB afirma que as verbas violam princípios de impessoalidade e moralidade administrativa, conforme a denúncia. A Gazeta do Povo informou que tentou contato com os deputados, sem sucesso até o momento, e mantém o espaço aberto para manifestações.

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