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Moraes arquiva investigação contra padre no inquérito da trama golpista

Moraes acompanha a PGR e considera prejudicado pedido de arquivamento contra padre no inquérito da trama golpista, pois não houve denúncia e arquivamento é automático

Padre José Eduardo de Oliveira e Silva, de Osasco (SP)
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  • O ministro Alexandre de Moraes acompanhou a PGR e considerou prejudicado o pedido formal de arquivamento da investigação contra o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, indiciado pela Polícia Federal no inquérito da trama golpista.
  • Entendimento é de que, por não haver denúncia, o arquivamento pela PGR seria automático, o que foi confirmado na decisão publicada hoje.
  • A PGR informou que não houve notícia de fato novo que possibilitasse alterar a opinio delict e que o feito já se encontra arquivado em relação ao investigado.
  • O padre ficou conhecido pela “oração do golpe”, texto compartilhado com um contato em 3 de novembro de 2023; a defesa afirmou que a peça foi fake news da Polícia Federal e que ele nunca foi denunciado.
  • Após a decisão, a defesa divulgou nota destacando inocência do sacerdote e apontando que o arquivamento formal foi atendido pelo Supremo Tribunal Federal.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, acompanhou a manifestação da PGR e disse que houve perda de objeto no pedido de arquivamento da investigação contra o padre José Eduardo de Oliveira e Silva. O padre foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito da trama golpista, mas não chegou a ser denunciado.

A PGR já havia afirmado, na semana passada, que não ofereceria denúncia contra o investigado, mantendo o arquivamento. Moraes reiterou que, como não houve denúncia, o pedido formulado pela defesa ficou prejudicado, conforme a decisão publicada.

O religioso ficou conhecido pela chamada “oração do golpe”, associada a um texto enviado a um contato em 2023 pedindo orações por generais e pelo então ministro da Defesa. A defesa classificou o material como fake news da PF e afirmou que as orações eram parte de um repertório público do padre.

Defesa do padre divulgou nota após a decisão, destacando que não houve denúncia e que, passados mais de dois anos, o arquivamento formal foi requerido ao STF. A íntegra enfatiza que as visitas a Brasília tiveram finalidade pastoral e não atos conspiratórios, conforme argumento apresentado.

Decisão e repercussões

Moraes confirmou o entendimento da PGR de que não há notícia de fato novo que modifique a opinio delict e que o feito permanece arquivado em relação ao requerente. O governo judicial não adotou medidas adicionais contra o padre com base neste inquérito.

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