- A eleição parlamentar na Eslovênia terminou com resultado quase final, com o Movimento Liberdade (liberais) em 28,5% e o SDS, de direita, em 28,1%.
- Com about 99% dos votos apurados, nenhum partido deve ter maioria no parlamento de 90 cadeiras; o governo precisará de apoio de partidos menores.
- O primeiro-ministro Robert Golob afirmou estar confiante de que o seu partido formará o próximo governo.
- A votação mostrou divisões profundas entre os 1,7 milhão de eleitores elegíveis.
- A campanha teve denúncias de suposta corrupção associadas ao governo e a alegações de interferência eleitoral, que estão sendo apuradas pelas autoridades.
A votação preliminar na Eslovênia mostrou uma disputa acirrada entre liberais e forças republicanas, com quase 99% das urnas apuradas. O Movimento Liberal de Liberdade (SL) ficou com 28,5% e o SDS, de Jansa, com 28,1%. O resultado indica um Parlamento de 90 assentos sem maioria clara.
Com resultados tão próximos, nenhum partido deverá formar governo sozinho. A formação de uma coalizão terá de incluir partidos menores que atuem como decisores no parlamento. Analistas já apontam um cenário de governo de coalizão.
O primeiro-ministro Robert Golob afirmou ter confiança de que seu partido obterá a próxima tarefa de governo, agradecendo aos apoiadores e aos membros do parlamento pelo esforço desde o ano passado.
Campanha e denúncias
A campanha foi marcada por alegações de corrupção associadas a gravações secretas. Autoridades instauraram apuração para verificar supostas ligações entre o SDS, uma agência privada estrangeira e as gravações difundidas. Jansa reconheceu contatos com um consultor da Black Cube, mas negou interferência na eleição.
Golob, empresário de energia, surgiu como aposta de renovação em meio a crise econômica e mudanças fiscais. Em seu governo, a Eslovênia manteve postura pró-EU, com críticas à repressão de liberdades e reformas internas. Jansa é visto como aliado próximo de Orbán e defensor de agendas nacionalistas.
A Eslovênia é um país da Europa Central com cerca de 2 milhões de habitantes, membro da UE e da OTAN desde 2004. O voto de hoje reflete divisões políticas profundas entre a ala liberal e o bloco conservador-populista.
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