- Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por golpe de Estado, decisão da Primeira Turma do STF em setembro do ano passado.
- Ele começou a cumprir a pena em 25 de novembro de 2025; apresentou 119 dias de prisão até o momento, cerca de 1,2% do total da pena.
- Antes de o cumprimento ter início, ficou inicialmente preso na Superintendência da Polícia Federal e foi transferido para a Papudinha, em janeiro deste ano, em razão de condições na cela.
- Em 4 de agosto de 2025, Moraes determinou prisão domiciliar com restrições, incluindo proibição de visitas e apreensão de celulares, por alegação de risco de fuga e uso de redes sociais para incentivar ataques ao STF.
- Em março de 2026, Bolsonaro esteve internado com pneumonia decorrente de broncoaspiração em hospital de Brasília; a Procuradoria-Geral da República manifestou-se favorável à concessão da prisão domiciliar por 90 dias.
Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses por golpe de Estado, começou a cumprir a pena em 25 de novembro de 2025. O ex-presidente ficou preso por 119 dias, correspondente a cerca de 1,2% do total da pena, antes de receber benefício de prisão domiciliar por 90 dias.
A decisão de Moraes, do STF, ocorreu após o término do processo penal ligado à trama golpista. Bolsonaro esteve inicialmente detido na Superintendência da Polícia Federal, sendo transferido em janeiro para a Papudinha, no DF, onde permanece hoje, sob condições mais favoráveis.
Transferência para Papudinha e internação
A transferência da PF para a Papudinha foi autorizada em 15 de janeiro deste ano, atendendo a pedido da defesa e da família. O ministro alegou melhores condições de alojamento, com espaço maior e acompanhamento médico, além de fisioterapia e alimentação especial.
Dois meses depois, Bolsonaro foi encaminhado ao hospital DF Star, em 13 de março, com pneumonia decorrente de broncoaspiração. Em 23 de março houve melhora clínica e ele foi removido da UTI para o quarto, sem previsão de alta na manhã de terça-feira.
Prisão domiciliar e parecer da PGR
Nesta segunda (23), a PGR informou ao STF que é favorável à concessão da prisão domiciliar para Bolsonaro. O parecer aponta estado de saúde e necessidade de assistência contínua para o ex-presidente, além de vulnerabilidade que justificaria o regime domiciliar.
A defesa de Bolsonaro solicitou o benefício, que está sob análise do ministro Alexandre de Moraes. A decisão final ainda depende de deliberação judicial, com base no quadro clínico apresentado pela equipe médica.
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