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Bolsonaro recebe visitas de aliados e pré-candidatos antes da UTI e prisão domiciliar

Durante a prisão na Papudinha, Bolsonaro recebeu aliados que anunciaram candidaturas e articularam alianças para 2026, transformando o local em QG eleitoral

O ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), fez uma aparição de cerca de 20 minutos no quintal da casa onde ele cumpria prisão domiciliar em 9 de setembro de 2025 — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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  • Durante a prisão na Papudinha, em Brasília, Bolsonaro recebeu visitas de aliados e pré-candidatos para discutir estratégias eleitorais de 2026, com alguns encontros resultando em anúncios de candidaturas.
  • Em janeiro, após a transferência para a Papudinha, houve uma série de visitas visando apoiar planos para governos estaduais e Senado, consolidando a ideia de um “QG eleitoral” do bolsonarismo.
  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou 90 dias de prisão domiciliar após a alta hospitalar, com restrições como uso de celular, gravação de vídeos e visitas apenas de advogados e filhos, em horários determinados.
  • Entre os visitantes estavam Tarcísio de Freitas, Carlos Portinho, Bruno Bonetti, Nikolas Ferreira, Ubiratan Sanderson, Guilherme Derrite, Hélio Lopes, Rogério Marinho, Cabo Gilberto Silva, entre outros.
  • Flávio Bolsonaro anunciou decisões do pai na prisão, incluindo indicar pré-candidatos ao Senado em Santa Catarina, e alguns aliados passaram a atuar como porta-voices em estados onde já haviam definidos nomes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou dois meses preso na Papudinha, área da Papuda em Brasília, onde recebeu diversas visitas de aliados políticos. O objetivo era discutir estratégias para as eleições de 2026, com anúncios de candidaturas e articulações eleitorais.

Durante a estadia, aliados presentes em visitas discutiram planos para governos estaduais e Senado. Parte dessas reuniões resultou em anúncios de pré-candidaturas e reforço de alianças entre apoiadores do bolsonarismo. A rotina ganhou moldura de QG eleitoral temporário.

Em dezembro, Flávio Bolsonaro (PL) informou que apoiaria o pai como candidato à Presidência. Na época, Jair Bolsonaro permanecia preso na sede da PF em Brasília, com visitas mais restritas. A transferência para a Papudinha ocorreu em janeiro.

Transferência e restrições legais

Em 15 de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência para a Papudinha, com regras estritas. Ele ficou sob custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, após a decisão. Posteriormente, Moraes impôs limitações específicas de uso de celular e visitas.

Quem visitou Bolsonaro na Papudinha

Entre os visitantes, estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; senadores Carlos Portinho e Bruno Bonetti; deputados Nikolas Ferreira e Ubiratan Sanderson; Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública de SP; Anderson Moraes, da Ciência e Tecnologia do RJ; além de integrantes do TCU, autoridades estaduais e federais.

Outros nomes que visitaram incluem Rogério Marinho, Cabo Gilberto Silva, Hélio Lopes, Luiz Nabhan Garcia e Wilder Morais. O conjunto de visitas configurou a atuação de uma base de apoio ao ex-presidente no período.

Anúncios e desdobramentos políticos

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, comunicou decisões sobre candidaturas do bolsonarismo a Senado em estados como Santa Catarina, apontando Carlos Bolsonaro e Carol De Toni como pré-candidatos. O movimento revelou realinhamentos dentro do grupo político.

Situação recente e continuidade de internação

Bolsonaro saiu da papudinha para internação em hospital particular de Brasília em 13 de março, devido a broncopneumonia. Foi alta da UTI anunciada na segunda-feira, sem data de alta prevista, mantendo-se em tratamento médico. A volta à Papudinha depende de novas decisões judiciais.

Contexto legal e avaliação de risco

A prisão ocorreu após condenação a 27 anos e 3 meses em processo relacionado a tentativa de golpe de Estado. A transferência para a Papudinha ocorreu após determinação de Moraes, com avaliação de riscos de fuga. A apuração e o andamento do caso seguem sob sigilo judicial.

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