- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo para concorrer ao Senado.
- A despedida ocorreu nesta segunda-feira, 23, no Palácio Guanabara, com aliados presentes; Castro foi reeleito no primeiro turno em 2022 com 4,9 milhões de votos.
- A saída antecede o retorno do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre cassação de mandato por abuso de poder na campanha de 2022; a relatora votou pela cassação e o ministro Antônio Carlos Ferreira ainda não votou.
- Se cassado, Castro pode ficar inelegível por oito anos, o que pode levar à realização de novas eleições para o governo do estado.
- Com a saída do vice-governador, Thiago Pampolha, e o afastamento do presidente da Assembleia, Rodrigo Bacellar, o presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente; caberá ao tribunal organizar eleição indireta em dois dias para 70 deputados escolherem o substituto até outubro.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao comando do Executivo para disputar o Senado como pré-candidato pelo estado. A despedida ocorreu em cerimônia nesta segunda-feira (23) no Palácio Guanabara, com a presença de aliados. Castro afirmou ter encerrado seu mandato “de cabeça erguida e de forma grata”.
Durante a solenidade, voltou a destacar a vitória obtida nas eleições de 2022, quando foi reeleito no primeiro turno com cerca de 4,9 milhões de votos. A renúncia ocorre em meio à sessão de julgamento que envolve a possível cassação de seu mandato, tema que já havia sido julgado pela Justiça Eleitoral.
Situação do processo no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira (24) o julgamento que pode cassar Castro por abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022. A ministra Maria Isabel Galotti votou pela cassação em novembro, mas o processo recebeu pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, que votará na sequência.
Caso o entendimento da relatora se mantenha, Castro pode ficar inelegível por oito anos, o que abriria espaço para novas eleições no governo do estado. A cassação, se confirmada, pode levar a novas designações ou eleições proporcionais futuras.
Administração provisória e próximas etapas
Com a saída do vice-governador Thiago Pampolha, que passou a ocupar cargo no TCE-RJ em 2025, e com o afastamento do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o presidente do TJ-RJ, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo. A norma exige que Couto organize, em dois dias, uma eleição indireta para escolher um representante entre os 70 deputados estaduais.
Essa eleição indireta deve ocorrer em até 30 dias para designar um substituto ao governo durante o mandato-tampão, até a definição do novo governo nas eleições gerais marcadas para outubro. A princípio, a ideia é manter a continuidade administrativa até a definição do pleito majoritário.
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