- O Tribunal Superior Eleitoral tornou inelegível o ex-governador Cláudio Castro, abrindo caminho para mudanças no Palácio Tiradentes.
- O delegado Felipe Curi deve ser escolhido pelo PL como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.
- Curi era secretário de Polícia Civil de Castro e deixou o cargo na sexta-feira (20) para se dedicar às eleições.
- Inicialmente, Curi iria concorrer a deputado federal; ele chegou a ser cotado para governar na eleição tampão.
- O PL já havia anunciado Douglas Ruas como candidato ao governo; no Senado, Castro e Canella eram os nomes definidos, com Canella devendo renunciar até 04 de abril.
A possibilidade de candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro ganhou um novo contorno após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que tornou inelegível o ex-governador Cláudio Castro. O delegado Felipe Curi é apontado como o nome do PL para ocupar a vaga. A mudança ocorre após Castro ficar fora da disputa por decisão da justiça eleitoral.
Curi era secretário de Polícia Civil de Castro e deixou o cargo na sexta-feira, 20, com o objetivo de manter o foco nas Eleições. A expectativa inicial era que ele disputasse a Câmara dos Deputados, ainda dentro do calendário eleitoral vigente.
Inicialmente, o nome cotado para a chapa ao governo, em uma possível eleição tampão, era de Castro. A cúpula do PL no Estado também já havia pensado em cenários com outros nomes, incluindo o próprio Curi em posições diferentes.
Contexto e desdobramentos
A trajetória do delegado ganhou maior visibilidade após a operação Contenção, de outubro de 2025, que resultou em 180 mandados de busca e apreensão e 100 prisões envolvendo o Comando Vermelho. A operação ficou marcada como uma das mais letais da história, com 122 mortes, entre elas cinco policiais.
Recentemente, Curi também esteve envolvido em outra polêmica, quando a Polícia Civil prendeu o vereador Salvino Oliveira (PSD) por possíveis laços com o tráfico, com indícios ligados a autoidentificação como “cria da Cidade de Deus”.
Para o Senado, o PL já definiu, além de Curi, o nome do prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella (União), que deve renunciar até 4 de abril. Canella foi o deputado estadual mais votado nas eleições anteriores, consolidando forças para compor a chapa.
O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que lidera uma chapa concorrente ao governo, acusou Castro e Curi de uso eleitoral da polícia. O ruído político ocorre em meio a disputas internas entre legendas que disputam espaço no cenário estadual.
O PL, por sua vez, mantém a definição de Douglas Ruas, ex-secretário de Cidades de Castro, como candidato a governador. Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), município com o maior eleitorado do estado após a capital.
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