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Justiça afasta vereador que usou ambulância para transportar caixas de pizza

Vereador de Guarantã é afastado por noventa dias após uso de ambulância da saúde para carregar seiscentas caixas de pizza, em apuração por improbidade

Vereador de Gurarantã foi afastado
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  • A Justiça determinou o afastamento por 90 dias do vereador Ademir da Guia Barbosa (MDB), de Guarantã, cuja decisão foi publicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo; o caso ocorreu em 16 de outubro de 2025 e envolve improbidade administrativa por uso de ambulância da saúde para transportar 600 caixas de pizza.
  • Ademir, servidor público e motorista da Secretaria de Saúde, levou um casal para Bauru para um procedimento médico e, depois, buscou as caixas de pizza da pizzaria de Guarantã, encomendadas pelo chefe dele, Wanderley Budoia Junior.
  • Uma moradora denunciou a situação, contatando o prefeito, que instaurou um Processo Administrativo Disciplinar; Ademir e Wanderley foram exonerados.
  • O Ministério Público denunciou ambos por improbidade, pedindo perda da função pública, multa, suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o poder público, além de afastamento dele da Câmara.
  • O TJ confirmou o afastamento; a Câmara de Guarantã ainda não informou se o vereador já está afastado oficialmente ou quem assume a vaga.

O juiz afastou por 90 dias o vereador Ademir da Guia Barbosa, do MDB, de Guarantã, no interior de São Paulo. A decisão, publicada pelo TJ-SP, o enquadra em improbidade administrativa após uso irregular de ambulância para transportar caixas de pizza.

Adenir, que também era servidor da Secretaria de Saúde, transportou um casal para Bauru para um procedimento médico. Em seguida, levou caixas de pizza para a cidade, carregando cerca de 600 unidades na viatura.

O dono da pizzaria local, Wanderley Budoia Junior, que também era funcionário da prefeitura, era chefe de Ademir. A denúncia partiu de uma moradora que acionou o prefeito da cidade.

Medidas e desdobramentos

O prefeito abriu PAD, Ademir e Wanderley foram exonerados e o caso foi encaminhado ao Ministério Público. O MP apresentou denúncia por improbidade, com pedido de perda da função pública, multa, suspensão de direitos políticos e afastamento da Câmara de Guarantã.

O promotor Khalil Nogueira solicitou ainda a indisponibilidade de bens e a proibição de contratar com o serviço público, além do afastamento definitivo de Ademir da Câmara caso julgado procedente.

Segundo o MP, os dois admitiram o crime durante o PAD da prefeitura. A Record Paulista solicitou que eles apresentem defesas.

A Câmara de Guarantã ainda não informou se efetivamente afastou o parlamentar nem quem deverá assumir a vaga. O TJ confirmou a decisão de afastamento provisório.

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