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TSE forma maioria para tornar Cláudio Castro inelegível

TSE forma maioria para tornar Cláudio Castro inelegível por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; resta o voto da presidente Cármen Lúcia

TSE forma maioria para condenar o ex-governador do Rio Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico e torná-lo inelegível. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
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  • O TSE formou maioria nesta terça (24) para tornar inelegível Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
  • Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento para disputar uma vaga ao Senado.
  • A relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação e inelegibilidade; acompanharam o entendimento as ministras Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha, além do ministro Antonio Carlos Ferreira.
  • O ministro Nunes Marques votou pela absolvição, e o ministro André Mendonça divergiu em parte do posicionamento da relatora; ainda falta o voto da presidente do TSE, Cármen Lúcia.
  • A acusação envolve a contratação de cerca de 27 mil funcionários temporários pela CepRJ e pela Uerj, que teriam atuado como cabos eleitorais na campanha de reeleição de Castro em 2022; 12 outras pessoas também são julgadas.

O Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Ele renunciou ao cargo na véspera do julgamento para disputar uma vaga ao Senado.

A ministra Isabel Gallotti, relatora do caso, votou pela cassação e pela inelegibilidade de Castro. Acompanharam o entendimento da relatora os ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

O ministro Nunes Marques votou pela absolvição do ex-governador. O ministro André Mendonça divergiu em parte do posicionamento de Gallotti. Ainda falta o voto da presidente do TSE, Cármen Lúcia.

A acusação envolve a contratação de 27 mil funcionários temporários na Fundação Centro Estadual de Pesquisa e Estatística do Rio (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que teriam atuado como cabos eleitorais na campanha de reeleição de Castro, em 2022.

Além de Castro, outras 12 pessoas são julgadas pelo TSE. Eles negam qualquer irregularidade.

Votos divergentes e próximos passos

Nunes Marques argumentou que não houve provas suficientes de benefício pessoal ao ex-governador. Para ele, mesmo com a relevância dos fatos, a repercussão eleitoral não ficou comprovada. A decisão final depende do voto de Cármen Lúcia.

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