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Direita tenta derrubar projeto sobre misoginia na Câmara

Deputados de direita prometem barrar o Projeto de Lei 896/2023 que inclui misoginia na Lei de Racismo, após aprovação no Senado

A direita cai na armadilha da esquerda”, diz a deputada Bia Kicis sobre o projeto que inclui a misoginia na Lei de Racismo
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  • Deputados de direita afirmam que vão barrar o Projeto de Lei 896/2023, que inclui a misoginia na Lei de Racismo (Lei 7.716/1989); o texto foi aprovado no Senado na terça-feira, 24 de março de 2026.
  • A proposta define misoginia como externar ódio ou aversão às mulheres e propõe que crimes nesse contexto tenham a mesma natureza jurídica de crimes de racismo, com inafiançabilidade e prescrição zerada.
  • O senador Flávio Bolsonaro votou a favor no Senado, mas deputados de direita dizem que a equiparação entre misoginia e racismo pode gerar “divisão e ódio entre homens e mulheres”.
  • Nas redes sociais, figuras como Bia Kicis, Nikolas Ferreira, Mario Frias e Júlia Zanatta criticaram a medida, chamando-a de divisão, aberração, censura ou mordaça ideológica.
  • Se aprovada e sancionada pelo presidente Lula, a punição prevista inclui prisão de dois a cinco anos para injúrias por misoginia e de um a três anos para discriminação, com agravantes em casos relacionados à violência doméstica.

O Pl 896/2023, que busca incluir a misoginia na Lei de Racismo, avançou no Senado e deverá continuar trilhando a pauta na Câmara. O texto define misogínia como hostilidade ou aversão às mulheres, equiparando crimes baseados nesse preconceito aos crimes de racismo, com tratamento jurídico semelhante, potencialmente inafiançáveis e imprescritíveis.

Deputados de direita anunciaram, nas redes sociais, a intenção de barrar a proposta na Câmara. O lido entre parlamentares é acompanhar a posição de líderes de bancada, mesmo com o voto favorável dado pelo senador Flávio Bolsonaro no Senado.

No Senado, o projeto foi aprovado na terça-feira, 24 de março de 2026. A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, do PDT do Maranhão, e agora segue para avaliação na Câmara dos Deputados. A mensagem vigente é a de que a equiparação pode provocar mudanças legais significativas no tratamento de crimes com viés de preconceito contra mulheres.

Entre apoiadores e críticos, as redes sociais serviram de palco para o embate. Parte da direita afirma que a mudança poderia fomentar divisão e ódio entre homens e mulheres, argumentando que a norma criminalizaria comportamentos de forma excessiva. Parlamentares de outros partidos ressaltam a importância de combater a violência de gênero com instrumentos legais.

Destaques de posicionamento nas redes incluem críticas sobre o impacto na presunção de inocência, alegações de censura de oposição ao debate público e preocupações com a extensão de punições. Defensores da proposta, por sua vez, alegam que a finesa penal precisa acompanhar a gravidade dos atos de misógina.

Contexto

Caso o texto seja aprovado pela Câmara e sancionado pelo presidente, as infrações ligadas à misogínia podem ter penas previstas de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa, com agravantes para violência doméstica. A legislação também prevê que, na prática, discriminações com base nesse preconceito possam ser enquadradas como crimes com consequências penais similares às previstas para o racismo.

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