- A primeira-ministra Mette Frederiksen, do Partido Social-Democrata, venceu a eleição parlamentar, mas não garantiu maioria absoluta; a sigla teve 21,9% dos votos.
- O partido depende dos Moderados (centro) para iniciar o terceiro mandato, já que Moderados atingiram 7,7% dos votos.
- A convocação de eleições gerais antecipadas foi anunciada após tensões entre Dinamarca e os Estados Unidos sobre a Groenlândia.
- O Parlamento dinamarquês tem 179 cadeiras; para formar governo eram necessários pelo menos 90; o bloco vermelho soma 84 e o bloco azul, 77.
- As negociações para a montagem do novo gabinete devem levar semanas, sem definição clara de qual bloco obterá a maioria; Frederiksen disse que esperava mais votos, mas que o Social-Democratas continua como o partido favorito.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, venceu a eleição parlamentar realizada na terça-feira, 24 de março de 2026, mas não alcançou a maioria absoluta. O Partido Social-Democrata (centro-esquerda) ficou com 21,9% dos votos, segundo a BBC, o pior resultado desde 1901.
Agora, o governo depende de aliados do centro para abrir caminho a um terceiro mandato. O partido dos Moderados, de Lars Løkke Rasmussen, ficou com 7,7% das intenções de voto e pode ter papel decisivo na formação da coalizão.
O Parlamento dinamarquês tem 179 cadeiras. Para governar, Frederiksen precisaria de pelo menos 90 assentos. O bloco vermelho, de esquerda e centro-esquerda, soma 84 cadeiras; o bloco azul, de centro-direita, chega a 77.
Situação parlamentar e perspectivas
As negociações para a montagem do novo gabinete devem se estender por semanas. Ainda não está claro qual bloco conseguirá a maioria estável.
Frederiksen reconheceu a margem apertada nas urnas e a necessidade de alianças para manter a agenda governista, destacando que o apoio social-democrata segue como o preferido entre os eleitores. O governo atua desde 2019 e busca apoio estável para um novo mandato.
A convocação de eleições gerais ocorreu após tensões com os Estados Unidos sobre a Groenlândia, território autônomo dinamarquês desejado pelo governo americano. A imprensa destacou o contexto internacional como fator decisivo para o pleito.
Na Dinamarca, contrastam as regras eleitorais: eleições gerais ocorrem a cada quatro anos, mas podem ser antecipadas pelo primeiro-ministro. A última eleição foi em 2022, quando Frederiksen levou 28% dos votos e formou coalização de centro.
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