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Concurso PF: MGI nega excedentes de 1.456 e mantém mil vagas

MGI rejeita convocação de 1.456 excedentes da PF; governo mantém 2 mil nomeações previstas para 2026

Fachada da Polícia Federal
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  • O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) negou o pedido da Polícia Federal para convocar 1.456 excedentes do concurso PF.
  • O governo manteve o planejamento de mil nomeações adicionais, além das mil vagas já previstas no edital, totalizando 2 mil ao longo de 2026.
  • A PF havia proposto a convocação de excedentes por meio de decreto presidencial, com distribuição variando entre cargos, destacando agentes como o grupo com mais vagas — 863.
  • A resposta do MGI mantém o calendário já anunciado, com mil nomeações imediatas e mais mil ao longo de 2026, sem alteração no total previsto.
  • O edital do concurso oferece mil vagas imediatas para cinco cargos da área policial; a PF ainda estuda cenários para possíveis convocações adicionais, dependentes de ações administrativas e orçamentárias.

O Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) negou o pedido da Polícia Federal (PF) para convocar 1.456 excedentes do concurso PF. O governo manteve o planejamento de apenas mil nomeações adicionais, além das mil vagas imediatas previstas no edital. A PF havia enviado a solicitação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para ampliar o efetivo.

A proposta previa a convocação de 1.456 aprovados acima das vagas iniciais, distribuídas entre cargos da área policial, com maior concentração para agentes. A divisão prevista era: 863 vagas para Agente de Polícia Federal, 307 para Escrivão, 237 para Delegado, 32 para Perito Criminal Federal e 17 para Papiloscopista.

A negativa do MGI ocorreu porque o pedido extrapolava o limite legal de nomeações adicionais sem decreto presidencial. A PF justificava a necessidade de recomposição do efetivo e incremento das atividades operacionais em todo o país.

Mesmo com a negativa, o governo manteve o cronograma de 2 mil nomeações no total. O edital oferece mil vagas imediatas, com previsão de convocação de outras mil aprovados ao longo de 2026. A distribuição por cargo já anunciada prevê 630 para Agente, 160 para Escrivão, 120 para Delegado, 21 para Papiloscopista, e vagas para Peritos em várias especialidades.

O pleito de ampliar excedentes dependia de atos administrativos e de autorização orçamentária. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que o quadro atual é restrito, com menos de 13 mil policiais, mais cerca de 2 mil servidores administrativos. A PF trabalha com um estudo técnico para definir o cenário ideal de pessoal e mantém o planejamento de formação escalonada pela Academia Nacional de Polícia em 2026.

Os salários iniciais para Agente, Escrivão e Papiloscopista são de aproximadamente R$ 15,16 mil, com previsão de reajuste para 2026 a R$ 15,71 mil. Delegado e Perito chegam a R$ 28,8 mil, com benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.175. A convocação de excedentes ainda pode ocorrer mediante novos atos administrativos e eventuais tratativas orçamentárias.

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