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Lyra ordena investigar fotos de Hilton e Salabert em álbum de suspeitos

Governadora determina apuração rigorosa após uso de fotos de deputadas trans em álbum de reconhecimento de suspeitos da Polícia Civil de Pernambuco

Na imagem, as deputadas federais Erika Hilton (esq.) e Duda Salabert (dir.)
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  • A governadora Raquel Lyra determinou investigação sobre a inclusão de fotografias das deputadas Duda Salabert e Erika Hilton em álbum de reconhecimento de suspeitos da Polícia Civil de Pernambuco.
  • O material foi criado para apurar um roubo de celular ocorrido em Recife, e a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social ficará responsável pela apuração.
  • Salabert informou o ocorrido nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, após receber ofício da Defensoria Pública de Pernambuco.
  • A Defensoria Pública afirmou que a inclusão das fotos por serem mulheres trans configura perfilamento e transfobia institucional, comprometendo a validade do reconhecimento.
  • Erika Hilton afirmou que a governadora pediu desculpas e se comprometeu com a apuração dos fatos; Lyra disse que houve repúdio e prometeu rigor na investigação.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), determinou a abertura de apuração sobre a inclusão das fotos das deputadas federais Duda Salabert (PDT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP) em um álbum de reconhecimento de suspeitos da Polícia Civil de Pernambuco. O material foi montado no contexto de investigações sobre o roubo de um celular em Recife, e a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social ficará responsável pela apuração.

Salabert informou o ocorrido nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, após receber um ofício da Defensoria Pública de Pernambuco. O documento questiona a presença das imagens no procedimento policial. A delegacia responsável utilizou as fotografias das parlamentares no álbum elaborado em abril de 2025, vinculado ao caso de roubo ocorrido no início daquele ano.

Investigação e posicionamentos

Duda Salabert classificou o episódio como perfilamento, racismo e transfobia institucional, afirmando que as fotos foram colocadas lado a lado por terem sido associadas à identidade trans das parlamentares. Ela acionou a Justiça e pediu esclarecimentos à Secretaria de Defesa Social.

Erika Hilton informou que Lyra pediu desculpas públicas e que houve compromisso com a apuração dos fatos. A Defensoria Pública sustentou que a inclusão das fotos, pela condição de serem mulheres trans, compromete a validade jurídica do reconhecimento fotorreal utilizado na investigação.

A Defensoria Pública de Pernambuco também ponderou que a circunstância envolve a transfobia institucional e que, isoladamente, não deve sustentar condenação, pois o reconhecimento fotográfico realizado nessas condições apresenta fragilidade. Não há dados sobre o número de imagens do álbum ou o andamento da investigação do roubo.

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