- Projeto de resolução propõe a criação da Frente Parlamentar Antiwoke e foi aprovado pela CCJ da Câmara Municipal de São Paulo na última quarta-feira (25).
- O parecer recebeu 6 votos favoráveis e 3 contrários; votaram a favor: Lucas Pavanato, Dr. Milton Ferreira, Janaina Paschoal, Sandra Santana, Sansão Pereira e Silvão Leite.
- Para seguir ao plenário, o PR 4/2025 ainda precisa passar pelas comissões de Administração Pública e de Finanças e Orçamento.
- O texto define a frente como grupo de trabalho suprapartidário para atender a demanda de parte da população preocupada com pautas ideológicas associadas ao movimento woke.
- Votaram contrários Silvia Ferraro, Thammy Miranda e Luna Zarattini; Zarattini questionou o que seria o movimento woke.
Um Projeto de Resolução (PR) que propõe a criação de uma Frente Parlamentar Antiwoke foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo, na última quarta-feira (25). A aprovação ocorreu na sessão da CCJ, em São Paulo, com a pauta voltada para o eventual envio ao plenário.
O autor do projeto é o vereador Lucas Pavanato (PL-SP). Ao todo, 6 vereadores votaram a favor e 3 foram contrários, segundo a leitura oficial da votação na CCJ. Os parlamentares que defenderam o texto na Câmara foram Dr. Milton Ferreira (Podemos-SP), Janaina Paschoal (PP-SP), Sandra Santana (MDB-SP), Sansão Pereira (Republicanos-SP) e Silvão Leite (União-SP).
Para avançar ao plenário, o PR 4/2025 ainda precisa passar pelas comissões de Administração Pública e de Finanças e Orçamento, antes de ser discutido em plenário. A proposta descreve a criação de um grupo de trabalho suprapartidário.
O texto sustenta que a Frente Parlamentar Antiwoke iria responder a uma demanda de parcela da população preocupada com impactos de determinadas pautas ideológicas associadas ao movimento conhecido como woke. O termo woke é descrito como atenção a questões sociais relevantes, especialmente relacionadas à justiça racial e social.
Alega-se que a Frente Parlamentar seria uma ferramenta para acompanhar tais pautas e evitar avanços considerados prejudiciais à liberdade de expressão. A natureza suprapartidária é citada como garantidora de representatividade e de propostas equilibradas para a pluralidade da sociedade paulistana.
Entre os atuais opositores da ideia, estão as vereadoras Silvia Ferraro (PSOL-SP), Thammy Miranda (PSD-SP) e Luna Zarattini (PT-SP), que votaram contrariamente à aprovação. Zarattini questionou, de forma crítica, o conceito do movimento woke, sugerindo o tema exigiria maior análise.
Sob supervisão de Mayara da Paz, a tramitação do projeto ocorrerá com novas etapas nas comissões, antes de possível encaminhamento ao plenário da Câmara.
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