- Ativista bielorrussa libertada avisa que diálogo com Lukashenko é necessário ou enfrentará Putin, diante de pressões da UE.
- Rússia exibe sistema de missiles Oreshnik, com capacidade nuclear, em serviço na Bielorrússia, em instalação provável perto da fronteira.
- Bielorrússia ameaça apreender caminhões lituaneses após o fechamento de duas passagens de fronteira.
- Lukashenko disputa a reeleição com challengers previamente aprovados, em meio a acusações de repressão à oposição.
- Rússia e Bielorrússia assinam tratado de segurança que prevê possível uso de armas nucleares, fortalecendo a aliança entre os dois países.
Belarus permanece no centro de tensões regionais, com ações que vão de reforços militares a movimentos políticos internos. Nesta semana, relatos de autoridades russas sobre sistemas de armas, bem como decisões do governo de Minsk, marcaram a agenda internacional e doméstica. A situação envolve Rússia, Belarus e a região da Europa Oriental.
O Ministério da Defesa da Rússia divulgou imagens do sistema Oreshnik, capaz de alcançar alvos de médio alcance, como parte de um ingresso em serviço. Análises apontam um antigo aeroporto próximo à fronteira russa como provável local de operação. A divulgação ocorre em meio a discussões sobre alianças e garantias de segurança.
Na fronteira com a Lituânia, Belarus ameaça apreender caminhões caso a fronteira permaneça fechada. A medida foi adotada após fechamento de duas travessias em 29 de outubro, motivado por interrupções no tráfego aéreo provocadas por balões meteorológicos vindos de Belarus.
Na esfera energética, Belarus abriu em 2020 a primeira usina nuclear, situada em Astravets, despertando protests e preocupação de países vizinhos, especialmente a Lituânia, que se opôs à localização da planta. O governo de Minsk defende a segurança e o interesse estratégico.
Em atos interpretados como gestos de distensão, Minsk liberou 20 e, posteriormente, 52 prisioneiros, incluindo 14 estrangeiros que cruzaram para a Lituânia. O gesto teve apoio de diversas figuras internacionais e, segundo a imprensa, foi visto como tentativa de melhorar relações com o Ocidente.
Paralelamente, relatos de repressão a opositores seguem. Organizações de direitos humanos destacam prisões em massa e condenações a críticos do governo, prática que persiste desde a reeleição de Alexander Lukashenko, contestada pela oposição e pela comunidade internacional em 2020.
O governo também promoveu medidas legais envolvendo mídia independente. Sete jornalistas da Intex-Press, em Baranavichy, foram detidos sob acusações de apoiar atividades extremistas, segundo a Associação de Jornalistas da Belarus.
Também houve passos diplomáticos: Putin assinou tratado de segurança com Minsk, incluindo possível uso de armas nucleares, durante visita de Lukashenko a Minsk. O acordo acompanha alterações da doutrina nuclear russa, com Belarus sob a proteção nuclear russa pela primeira vez.
Na arena política, Lukashenko enfrenta um conjunto de concorrentes pré-aprovados para as eleições previstas para janeiro. Críticas acusam o regime de manter controle rígido sobre mídia e oposição, desvirando o processo eleitoral. A votação é aguardada com atenção na região.
Viktar Babaryka, oposicionista preso, reapareceu pela primeira vez em dois anos, após prender tentativa de disputar o pleito de 2020. A situação destacou o ritmo de repressão a dissidentes. Em meio a isso, o governo anunciou perdões a alguns prisioneiros ligados aos protestos de 2020.
No panorama internacional, a presença de representantes dos EUA em negociações com Minsk, incluindo uma possível viagem de Keith Kellogg, é interpretada como esforço para facilitar dialogue e reduzir tensões. O status de Lukashenko como aliado próximo de Putin permanece um ponto central da análise regional.
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