- O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital nesta sexta-feira, 27, após pneumonia e duas semanas de internação.
- Moraes autorizou prisão domiciliar por noventa dias para que Bolsonaro cumpra parte de sua pena por tentativa de golpe de Estado, por questões de saúde.
- Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos em regime considerado de custódia após condenação de setembro por conspirar para manter o poder.
- O ministro já havia negado pedidos anteriores de prisão domiciliar e disse que reavaliaria o pedido após o término do período inicial de três meses.
- O histórico de saúde do ex-presidente inclui o atentado de 2018, quando foi esfaqueado durante a campanha.
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta do hospital nesta sexta-feira (27) e iniciou o regime de prisão domiciliar. A autorização partiu do ministro Alexandre de Moraes, do STF, com validade de 90 dias, para permitir a recuperação de complicações de saúde.
A decisão dependeu da condição médica de Bolsonaro, hospitalizado há duas semanas com pneumonia. Ele cumpria pena de 27 anos por conspiração após as eleições de 2022, em Brasília, por suposta tentativa de golpe de Estado.
Moraes já havia negado pedidos anteriores de prisão domiciliar, mas autorizou a transferência para o regime domiciliar após a alta hospitalar. O ministro informou que a avaliação será refeito ao fim do período inicial de 90 dias.
Bolsonaro, hoje com 71 anos, foi condenado em setembro por tentativa de manter-se no poder após sua derrota para Lula. O período de cumprimento da pena já teve etapas, incluindo prisão domiciliar inicial e, posteriormente, a permanência em cela especial no principal complexo penitenciário da capital.
De acordo com a decisão, o objetivo é a recuperação completa de saúde do ex-político, antes de qualquer nova avaliação sobre o andamento do cumprimento da pena. A medida ocorre em meio a debates sobre o tratamento legal de lideranças políticas.
A cobertura é apurada pela Bloomberg, que acompanha a evolução do caso e as decisões judiciais, com base em comunicados oficiais e fontes vinculadas ao tribunal.
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