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CPI do INSS solicita indiciamento de Lulinha e outras 215 pessoas

Relatório final da CPMI do INSS aponta megaesquema de fraudes em benefícios; indiciamento de 216 pessoas, incluindo o filho do presidente e ex-ministro

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS realiza reunião deliberativa para apresentação e apreciação do relatório final
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  • A CPMI do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, apontado como facilitador do esquema de fraudes.
  • O relatório final descreve um “megaesquema” de fraudes em benefícios previdenciários e recomenda a abertura formal de investigações com base nas provas apresentadas.
  • O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi foi indiciado por prevaricação, omissão deliberada e blindagem da cúpula do INSS, após ele ter ignorado alertas sobre as fraudes.
  • Também foram indiciados Weverton Rocha, Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS) e Euclydes Pettersen, envolvendo liderança de esquema, captação institucional e movimentação de recursos.
  • O relatório descreve uma operação de lavagem de dinheiro e solicita o envio de provas ao Supremo Tribunal Federal, à Polícia Federal e ao Ministério Público para ressarcimento aos cofres públicos e aos beneficiários lesados.

A CPMI do INSS concluiu a fase de responsabilização penal e pediu o indiciamento de 216 pessoas. Entre elas está Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. O relatório final detalha um suposto megaesquema de fraudes em benefícios previdenciários.

Segundo o documento, o filho do presidente atuou como facilitador, valendo-se de seu prestígio e trânsito político para manter acesso a possíveis parceiros do esquema. A PF já havia indicado Antônio Carlos Camilo Antunes como operador central.

O relatório aponta que Fábio Luís recebeu repasses intermediados por Roberta Moreira Luchsinger, amiga dele e herdeira de ex-acionista do Credit Suisse. O texto cita ainda que Lulinha tinha relação com o lobista Antunes e com gestão de negócios envolvendo o Ministério da Saúde e a Anvisa.

EX-MINISTRO E CONGRESSISTAS ALVOS

O documento indica indícios contra o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, por prevaricação, omissão deliberada e blindagem da cúpula do INSS. A investigação sustenta que alertas sobre fraudes foram ignorados, ampliando fraudes de 706 milhões em 2022 para 3,3 bilhões em 2024.

Também constam indiciamentos de Weverton Rocha, descrito pela PF como liderança das atividades do lobista, e de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como sócio oculto com recebimentos por meio de assessores e aeronave particular.

Euclydes Pettersen, do Republicanos-MG, é citado como responsável por capturar institucionalmente a cúpula do INSS e blindar entidades contra fiscalizações. O relatório aponta movimentação de pelo menos 30,1 milhões de reais ligada ao gabinete dele.

OPERAÇÃO DE LAVAGEM E DELITOS

A seção de indiciamentos detalha o núcleo financeiro do esquema, que cobrava taxas de idosos de baixa renda. A estrutura envolveu ex-presidentes e diretores do INSS, além de operadores ligados a lavagem de dinheiro.

Entre os crimes listados estão organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, furto e fraude eletrônica. O relatório recomenda envio de provas ao STF, à PF e ao Ministério Público para ressarcimento aos cofres públicos e aos beneficiários lesados.

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