- O ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, por falta de prova de finalidade criminosa.
- A PF havia apontado conversas entre Macário Ramos Júdice Neto (desembargador) e José Renato Casagrande, envolvendo suposta pressão para viabilizar a candidatura de André Sampaio em Montanha (Espírito Santo).
- Moraes afirmou que as mensagens não demonstram intenção de cometer irregularidade para beneficiar terceiros e não há justa causa para seguir o inquérito contra Casagrande.
- A decisão determinou o envio da representação e anexos relacionados aos demais citados ao Superior Tribunal de Justiça.
- Em 27 de fevereiro, a PF indiciou cinco pessoas por suposto repasse de dados confidenciais ao Comando Vermelho, incluindo TH Joias e Rodrigo Bacellar, em esquema de corrupção que envolveria líderes da facção e agentes públicos.
O ministro Alexandre de Moraes arquivou o inquérito que investigava o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A decisão considerou a falta de provas de irregularidade para beneficiar terceiros. O caso envolvia diálogos com um desembargador ligado a TH Joias.
A PF havia indiciado TH Joias e outros por suspeita de lavagem de dinheiro e compra de armas para o Comando Vermelho. Também apontou possível uso de mandato para favorecer a organização criminosa.
A decisão de Moraes ocorreu após analisar conversas entre o desembargador Macário Ramos Júdice Neto e José Renato Casagrande, apontadas pela PF como veículo de influência junto ao TRF-2 para a candidatura de André Sampaio a prefeito de Montanha, no Espírito Santo.
Arquivamento pelo STF
Segundo Moraes, não houve prova concreta de intenção de irregularidade por parte de Casagrande. O ministro determinou o encerramento do procedimento contra o governador.
Quanto aos demais citados, Moraes determinou o envio da representação ao Superior Tribunal de Justiça, para análise dos fatos envolvendo o desembargador Macário Ramos Júdice Neto e outros envolvidos.
Caso TH Joias
A PF identificou um suposto esquema entre a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes públicos, incluindo um delegado da PF, PMs e ex-secretários. As acusações envolvem organização criminosa, tráfico de armas e drogas, e lavagem de dinheiro.
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