- O Parlamento Europeu superou um entrave político nas negociações sobre o euro digital, aproximando o projeto da aprovação.
- O texto aponta que o euro digital poderá funcionar online e offline, sendo uma forma eletrônica de dinheiro emitida pelo Banco Central Europeu (BCE) para acompanhar as notas e os serviços de pagamento dos bancos comerciais.
- O avanço ocorreu depois que o relator Fernando Navarrete recuou de sua posição de limitar o uso offline, o que bloqueava as negociações por meses.
- Passou a ser visto como um único sistema de pagamento, removendo a distinção entre online e offline, segundo um dos relatores.
- Ainda precisam ser definidos limites de retenção no portfólio e o modelo de compensação; a votação na comissão econômica deve ocorrer antes do verão, com a meta de aprovação até o fim de 2026.
O Parlamento Europeu desbloqueou um obstáculo político importante nas negociações sobre o euro digital, levando o projeto mais próximo da aprovação. O texto em avaliação aponta um acordo sobre o design da moeda, que poderá funcionar tanto online quanto offline. O euro digital será uma forma eletrônica de dinheiro, emitida pelo Banco Central Europeu, prevista para acompanhar as notas e os serviços de pagamento dos bancos comerciais.
A mudança ocorreu após uma semana marcada por impasses internos, com a retirada da posição de um relator para reduzir o campo de atuação do euro digital apenas ao uso offline. A decisão, anunciada por um parlamentar de centro-direita, havia travado as negociações por meses e colocado em risco o avanço da legislação.
Pontos ainda em negociação envolvem os chamados limites de retenção e a compensação aos bancos que prestam serviços com a moeda digital. Os limites definem a quantidade máxima que pode ser armazenada no wallet, enquanto o modelo de compensação trata de ressarcimentos. A expectativa é que o texto passe pela comissão econômica antes do recesso de verão, com meta de aprovação até o fim de 2026.
Ponto de virada no tema
O euro digital é visto como ferramenta para reduzir a dependência de grandes concedentes de pagamentos, como Visa e Mastercard, em meio a tensões econômicas entre a UE e os EUA. Com o avanço no Parlamento, a próxima etapa envolve o alinhamento com o Conselho e a votação final.
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