- O governo federal propõe subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado, com a União arcando R$ 0,60 e os governos estaduais também R$ 0,60, sem alterar leis do ICMS.
- Os governadores resistem, dizendo que a mudança transfere ônus para os estados e pode beneficiar apenas o governo politicamente, citando críticos como Ronaldo Caiado e Mauro Mendes.
- A medida ocorre no cenário eleitoral de 2026, em que pesquisas apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, e busca frear a inflação provocada pelo aumento do frete e dos preços de alimentos.
- A estratégia atual remete a ações de 2022, quando o governo federal zerou tributos, e foi criticada pelo PT na época por ser temporária e eleitoreira.
- O tema envolve PIS/Cofins (tributos federais) e ICMS (tributo estadual); o governo diz ter zerado a parte federal, mas acusa cartel de postos e resistência estadual de impedir queda efetiva no consumidor.
Por que o preço dos combustíveis virou o novo campo de batalha entre Lula e governadores? O governo federal e governadores discutem medidas para conter a alta do diesel em meio à disputa presidencial de 2026. A pauta atual envolve subsídios que poderiam aliviar o bolso do consumidor e moderar a inflação, em um cenário de empates nas pesquisas.
O Ministério da Fazenda apresentou uma proposta de subvenção que reduz o custo do diesel importado em R$ 1,20 por litro. A divisão seria igual: União seria responsável por R$ 0,60 e estados, outros R$ 0,60. A ideia é uma resposta rápida ao mercado sem mexer no ICMS, imposto estadual.
Pelo lado estadual, governadores contestam a medida. Eles afirmam que o governo federal busca transferir para os estados parte do custo do subsídio, assumindo apenas o desgaste político. Lançam críticas à eficácia da proposta e às consequências para as contas públicas locais.
Influence eleitoral e cenário 2026
Pesquisas indicam empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro em um possível segundo turno. O governo vê no preço do diesel um fator decisivo para frear a inflação e manter a popularidade, especialmente pelo impacto no frete e no custo de alimentos.
Histórico de estratégia similar a 2022
A atual gestão tem utilizado instrumentos parecidos com os adotados na época de Bolsonaro, como redução de tributos federais e pressão para diminuição do ICMS. Críticos ressaltam que tais medidas são temporárias e orientadas ao curto prazo, sem mudanças estruturais profundas.
PIS/Cofins e ICMS Impactam o consumidor
O PIS/Cofins são tributos federais, while o ICMS é o imposto estadual que incide sobre o preço final da gasolina e do diesel. O governo federal diz que zerou a parte do imposto dele, mas que a redução não chega ao consumidor devido a fatores como cartéis de postos e a resistência de estados em reduzir o ICMS.
Créditos e fontes
Conteúdo produzido com informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.
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