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PSD recorre ao STF para pedir eleições diretas no governo do Rio

PSD solicita ao STF eleições diretas para o governo do Rio, buscando voto popular e reverter decisão do TSE que manteve pleito indireto

Palácio Guanabara, Sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro
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  • PSD-RJ e o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) solicitaram ao STF a realização de eleições diretas para governador e vice no Rio de Janeiro, em mandato-tampão.
  • A ideia é tentar reverter a decisão do TSE, que determinou eleições indiretas após condenação de Cláudio Castro.
  • Advogados do PSD argumentam que há jurisprudência no STF de que, em casos de dupla vacância por decisão da Justiça Eleitoral, devem ocorrer eleições diretas.
  • O ministro Cristiano Zanin foi escolhido para relatar o pedido e já se posicionou favorável à eleição popular.
  • O contexto envolve a renúncia de Castro para disputar o Senado, a condenação à inelegibilidade, a saída de Thiago Pampolha e a cassação de Rodrigo Bacellar, com o atual governador interino sendo Ricardo Couto de Castro.

O PSD do Rio de Janeiro protocolou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que as eleições para o mandato-tampão de governador e de vice sejam diretas, com voto popular. A iniciativa envolve o diretório estadual do PSD no Rio e o deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ).

A ação visa reverter a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de realizar pleito indireto, definido pela votação dos deputados da Alerj, após a condenação do ex-governador Cláudio Castro. O STF será responsável por definir se há necessidade de eleição direta nesses casos de vacância.

O ministro Cristiano Zanin foi escolhido como relator do pedido, e já manifestou apoio à adoção de eleições diretas em situações de dupla vacância. Outros ministros que votaram no mesmo julgamento mantiveram o entendimento favorável a indiretas, mas foram vencidos.

Contexto e cronologia recente

Na segunda-feira (23), Cláudio Castro renunciou ao cargo para concorrer ao Senado, com prazo de desincompatibilização até 4 de abril. No dia seguinte, o TSE o declarou inelegível até 2030, o que abriu espaço para a eleição indireta.

O pleito indireto é justificado pela necessidade de escolher governador e vice após a vacância causada pela dupla saída de Castro e do vice Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir o TCE-RJ. O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, seria o sucessor, mas foi cassado pelo TSE.

Atualmente, o governo do estado está interinamente ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro. A expectativa é que o STF decida sobre o rito a ser seguido para a escolha do próximo chefe do Executivo estadual.

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