- Pesquisa do PoderData aponta que setenta e quatro por cento dos eleitores discordam da eleição da deputada Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara; doze por cento concordam e quinze por cento não responderam.
- A sondagem foi realizada entre os dias 21 e 23 de março de 2026 com duas mil e quinhentas entrevistas em 132 municípios, abrangendo as 27 unidades da Federação; a margem de erro é de dois pontos percentuais e o intervalo de confiança é de noventa e cinco por cento.
- Erika Hilton preside a Comissão da Mulher desde o dia onze de março, após dois turnos para obter a maioria absoluta necessária para o cargo; é a primeira congressista trans a liderar a comissão.
- A eleição e as declarações de Hilton geraram críticas da oposição e mobilizações nas redes; o apresentador Ratinho pediu ao Ministério Público Federal que apure falas consideradas transfóbicas, e o Novo acionou o Conselho de Ética contra a parlamentar.
Uma pesquisa mostra que 74% dos eleitores discordam da eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão da Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Apenas 12% disseram concordar com a escolha, e 14% preferiram não responder. A sondagem foi realizada entre 21 e 23 de março de 2026.
O levantamento, realizado pelo PoderData, ouviu 2.500 pessoas em 132 municípios de todas as 27 unidades federativas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Eleição e histórico
Erika Hilton preside a comissão desde 11 de março. Na votação, foram necessários dois turnos para obter a maioria absoluta, com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco. Hilton tornou-se a primeira mulher trans a comandar a comissão na história do Congresso.
Logo após assumir o cargo, Hilton informou, em publicação no X, que a escolha representa um passo na reparação de sua história. A parlamentar afirmou não se preocupar com a opinião de opositores transfóbicos ou de críticas extremas.
Repercussões e contornos
A decisão de elegê-la gerou críticas da oposição e mobilizações nas redes. Entre as respostas públicas, o apresentador Ratinho fez comentários sobre a presidência, levando a abertura de apuração pelo Ministério Público Federal (MPF) por supostas falas transfóbicas durante programa de TV.
O Novo também acionou o Conselho de Ética contra a parlamentar, apontando uso de instrumentos jurídicos e da função para reagir às críticas feitas pelo apresentador. A contestação envolve disputas entre direitos civis, opinião pública e os limites da atuação parlamentar.
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