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Conexões entre o escândalo do Banco Master e o PT da Bahia

Investigações associam governos petistas da Bahia ao Banco Master via CredCesta, sugerindo favorecimento e consultorias milionárias

Quando governador da Bahia, Rui Costa, ministro da Casa Civil, criou condições favoráveis para negócios do Banco Master. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O CredCesta, cartão criado em 2007 pela governança da Bahia, foi privatizado e virou cartão de crédito consignado ligado ao Banco Master, investigado por favorecimento em decisões administrativas.
  • Investigadores apontam que o modelo de descontos no salário expôs o Banco Master a expansão na Bahia; há questionamentos sobre decretos que restringiam a troca de banco pelos servidores.
  • A BK Financeira, sediada em Salvador, recebeu aproximadamente R$ 11 milhões do Banco Master para indicar novos convênios; uma sócia é nora do senador Jaques Wagner, e aliados teriam indicado ex-ministros de governos petistas para consultorias milionárias no banco.
  • O presidente Lula nega envolvimento pessoal e afirma que problemas do Banco Master deveriam ter sido detectados pelo Banco Central na gestão anterior; ele atribui o surgimento do escândalo a governos passados.
  • A oposição pressing pela instalação de uma CPI específica sobre o caso Master; depende da atuação dos presidentes da Câmara e do Senado; a CPMI do INSS já incorporou dados de empresários baianos ligados ao banco.

Investigação conjunta da Polícia Federal e do Congresso aponta relação entre governos do PT na Bahia e o Banco Master. O tema ganhou relevância em meio a disputas eleitorais para 2026, com oposicionistas buscando associar crédito consignado a figuras ligadas ao presidente Lula.

O caso remonta ao CredCesta, cartão criado em 2007 pelo governo baiano para servidores estaduais. Originalmente utilizado em supermercados estatais, o programa foi privatizado no governo Rui Costa e transformado em crédito consignado operado pelo Banco Master.

Investigadores questionam se decretos que dificultaram a troca de banco pelos servidores favoreceram o Banco Master. A linha de análise envolve decisões administrativas que teriam permitido a expansão da instituição no estado.

Uma frente envolve a BK Financeira, com sede em Salvador, que recebeu cerca de 11 milhões de reais para indicar novos convênios de empréstimos. Uma sócia da empresa é nora do senador Jaques Wagner, enquanto aliados dele teriam indicado ex-ministros de governos petistas para consultorias no banco. A defesa do senador afirma não haver intermediação ou favorecimento.

O CredCesta passou a ser o principal canal de crescimento do Banco Master na Bahia, com cobrança de juros elevadas e operação sob monopólio regional. Agora, autoridades verificam se a mesma estrutura foi usada para descontos irregulares em aposentadorias do INSS.

O presidente Lula, em tom institucional, sustenta não haver envolvimento pessoal e atribui falhas ao período anterior, defendendo investigação rigorosa de todos os casos. O Palácio do Planalto comentou que discrepâncias deveriam ter sido identificadas pelo Banco Central durante a gestão anterior.

Na esfera legislativa, oposicionistas defendem a instalação de uma CPI específica sobre o caso Master. A viabilidade depende de apoio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. Paralelamente, a CPMI do INSS já incorporou dados de empresários baianos ligados ao banco.

Analistas ressaltam que o tema pode ganhar peso político nos próximos meses, influenciando o debate eleitoral de 2026. A tensão envolve checagem de contratos, indicações e possíveis desdobramentos judiciais sobre o crédito consignado na Bahia.

Fonte do material aponta que o conteúdo foi apurado pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, com leitura aprofundada para entender as conexões entre governo local, crédito consignado e o banco em foco.

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