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Oposição investiga ligação baiana do caso Master para desgastar Lula

Conexão baiana do caso Master é mote da oposição para desgastar Lula nas eleições de 2026, com cobrança de CPI e impactos políticos

Quando governador da Bahia, Rui Costa, ministro da Casa Civil, criou condições favoráveis para negócios do Banco Master. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Investigações da Polícia Federal e da CPMI do INSS apontam governos petistas da Bahia como possível berço político do Banco Master, conectando a expansão inicial do banco à plataforma CredCesta.
  • A BK Financeira, empresa criada em Salvador em 2021 e ligada à nora do senador Jaques Wagner, firmou contrato com o Master para prospectar operações de consignado, recebendo 11 milhões.
  • Um decreto de Rui Costa, em 2022, restringiu a portabilidade de consignados ligados ao CredCesta, ampliando a exclusividade do Master nas operações com servidores estaduais.
  • Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima é apontado como figura central na estruturação do CredCesta e da expansão do Master; ele figura em investigações da CPMI e teve bens bloqueados pelo BC.
  • Lula sustenta que esquemas do Master foram iniciados no governo Bolsonaro, enquanto a oposição pressiona pela instalação de CPI para apurar origens, ramificações e contratos vinculados ao caso.

Oposição liga o caso Banco Master à base política do PT na Bahia para desgastar Lula nas eleições de 2026. A PF e a CPMI do INSS analisam documentos obtidos por quebras de sigilos de Daniel Vorcaro, controlador do Master, hoje liquidado. Investigações apontam possível elo entre governo baiano e a origem do esquema de crédito consignado.

A apuração aponta que a expansão do banco se conectou à plataforma de crédito consignado CredCesta. O CredCesta surgiu sob influência de aliados do presidente, mantendo presença relevante no cenário político e econômico baiano. Investigações associam esse modelo a operações públicas e privadas desde a década passada.

Entre as linhas de apuração está a empresa BK Financeira, criada em Salvador em 2021, com ligação a uma nora de Jaques Wagner, líder do governo no Senado. A BK foi contratada pelo Master para prospectar operações de consignado e receber contratos que totalizaram cerca de 11 milhões de reais, segundo informações de veículos de imprensa.

A assessoria de Jaques Wagner informou que ele não participou de intermediação. O líder do governo afirmou confiar na autonomia da Justiça e destacou que a empresa deve esclarecer suas atividades e contratos. A Receita Federal indica que a BK tem sede em Salvador e capital social de 45 mil reais.

Outros aspectos em foco envolvem figuras ligadas ao Master, como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro. Ele é apontado como operador-chave na estruturação do crediário consignado associado ao banco, especialmente por meio do CredCesta. Lima encontra-se sob monitoramento eletrônico e teve bens bloqueados por determinação das autoridades.

O CredCesta foi criado em 2007 pelo governo da Bahia para beneficiar servidores públicos, inicialmente via rede estadual de supermercados. Com a privatização da Ebal, em 2018, o cartão passou a operar em parceria com instituições financeiras, incluindo o Master, evoluindo para um crédito consignado com operações amplas.

O governo baiano publicou decreto em 2022 que restringiu a portabilidade de consignados, o que teria ampliado a exclusividade do Master sobre operações com servidores estaduais. Servidores buscaram migração de contratos na Justiça, e o Ministério Público da Bahia questionou a concentração de operações.

A CPMI do INSS ampliou o olhar sobre esse modelo, convocando e-mails e sigilos de Augusto Lima e do CredCesta. Investigações associam estruturas envolvendo o CredCesta a outras frentes de descontos em benefícios previdenciários. O Banco Central já decretou liquidações de instituições ligadas ao grupo Master.

O governo federal sustenta que as operações foram regulares e que investigações devem alcançar todos os envolvidos, independentemente de posição político-partidária. Lula divergiu de ligações diretas ao caso, atribuindo o início do problema a gestões anteriores e ressaltando a necessidade de apuração abrangente.

Líderes oposicionistas afirmam que o caso envolve uma rede de relações entre empresários, políticos e intermediários financeiros que precisa de escrutínio no Congresso. A definição de uma CPI depende de decisões políticas entre os presidentes da Câmara e do Senado, com o apoio de pautas de bancada.

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