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Parlamentares que votaram contra o relatório da CPMI do INSS

CPMI do INSS encerra sem relatório final; 19 a 12 contra Gaspar, divergência sobre lista de indiciamento de 216 pessoas e 47 entidades com R$ 10,5 bilhões em descontos

CPMI do INSS terminou sem relatório final
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  • A CPMI do INSS terminou na madrugada deste sábado sem relatório final, com a maioria rejeitando o parecer de Gaspar (PL-AL) por 19 votos a 12; o texto propunha o indiciamento de 216 pessoas e tinha cerca de 4.400 páginas.
  • O principal ponto de discordância foi a lista de indiciamentos, que incluía Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • As investigações apontaram quarenta e sete entidades associativas e sindicais que realizaram descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, movimentando aproximadamente R$ 10,5 bilhões.
  • Votaram contra o relatório: Alencar Santana, Átila Lira, Augusta Brito, Dorinaldo Malafaia, Eliziane Gama, Humberto Costa, Jaques Wagner, Jussara Lima, Lindbergh Farias, Meire Serafim, Neto Carletto, Orlando Silva, Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues, Ricardo Ayres, Rogério Carvalho, Rogério Correia, Teresa Leitão e Soraya Thronicke.
  • Votaram a favor: Adriana Ventura, Alfredo Gaspar, Coronel Chrisóstomo, Coronel Fernanda, Damares Alves, Eduardo Girão, Marcel Van Hattem, Bia Kicis, Izalci Lucas, Magno Malta, Marcio Bittar e Rogerio Marinho.
  • No fechamento, a sessão teve leitura do relatório, discussão acirrada, cancelamento da apresentação prevista para quarta-feira e decisões do STF sobre extensão do funcionamento da CPMI; a comissão funcionou sete meses, com 37 reuniões e mais de mil quebras de sigilo.

Após sete meses de trabalho, a CPMI do INSS encerrou a sessão desta madrugada sem relatório final. O texto do relator Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL) foi rejeitado pela maioria, em votação de 19 a 12. O relatório sugeria o indiciamento de 216 pessoas, em um documento com cerca de 4.400 páginas.

A principal discordância ficou na lista de pedidos de indiciamento. Gaspar incluía, entre os alvos, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. As investigações também apontaram 47 entidades associativas e sindicais com descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, somando cerca de R$ 10,5 bilhões.

Segundo Gaspar, os indiciados devem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e outros delitos, conforme o texto apresentado.

Quem votou contra o relatório

  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Augusta Brito (PT-CE)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Jussara Lima (PSD-PI)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Meire Serafim (União-AC)
  • Neto Carletto (Avante-BA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Teresa Leitão (PT-PE)
  • Soraya Thronicke (Podemos-MS)

Quem votou a favor do relatório

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Rogerio Marinho (PL-RN)

Como foi o último dia da CPMI

A sessão começou na manhã de sexta (27). Gaspar leu o relatório, seguido de debates antes da votação. Na quarta-feira anterior, a sessão prevista para apresentar o parecer foi cancelada, levando à leitura rápida para cumprir o prazo. Na quinta, o STF rejeitou extensão do funcionamento da comissão por 8 a 2.

O ambiente na CPMI, marcada por tensão, contou com trocas de críticas entre parlamentares. O relator enfrentou acusações durante o debate, negando as denúncias e esclarecendo que o caso envolve terceiros com o mesmo nome.

Instalada em agosto do ano passado, a CPMI investigou fraudes em benefícios do INSS, realizou 37 reuniões e mais de 1.000 quebras de sigilo, encerrando sem um relatório final.

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