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Abandono de Lula em 2022 influencia decisão de Kalil sobre candidatura em MG

Abandono de Lula em 2022 pesa para Kalil seguir candidatura em Minas; PT tenta que ele desista para o Senado, e Kalil se mantém neutro no plano nacional

Em 2022, Alexandre Kalil (à esq.) disputou o governo de Minas Gerais e abriu palanque para Lula (ao centro) no Estado; na imagem, ao centro, Alexandre Silveira (dir.), hoje ministro de Minas e Energia, e com quem Kalil se desentendeu após as eleições de 2022
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  • PT busca convencer Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT ao governo de Minas, a desistir da candidatura e disputar o Senado; Kalil ficará neutro no plano nacional.
  • Kalil afirma que foi abandonado por Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022, o que alimenta distanciamento entre eles.
  • O PT trabalha para formar uma “chapa dos sonhos” com Rodrigo Pacheco disputando o governo de Minas e Kalil e Marília Campos no Senado; Pacheco pode trocar de legenda até 3 de abril.
  • Edinho Silva sinaliza abertura para conversar com Cleitinho Azevedo e manter a ideia de Pacheco no PSB, embora ainda sem definição sobre filiação.
  • Cleitinho Azevedo disse que pode ficar independente no plano nacional caso não haja apoio do PL para ele; pesquisas apontam Cleitinho como líder de intenção de voto para o governo de Minas.

O PDT de Minas Gerais tenta manter Alexandre Kalil na disputa pelo governo estadual, enquanto o PT busca convencê-lo a abrir mão da candidatura para apoiar o Palácio Tiradentes como representante do partido no Senado. O movimento petista causa atrito com Kalil, que diz ficar neutro no plano nacional.

Kalil disputou o governo de Minas em 2022 pelo PSD e abriu palanque para Lula na eleição presidencial. Após a derrota para Romeu Zema, do Novo, o ex-prefeito afirma não ter recebido telefonema de Lula e mantém distância perceptível do PT, apesar de negar mágoa publicamente.

O objetivo do PT é formar uma chapa que leve Lula ao governo de Minas por meio de Rodrigo Pacheco, hoje no PSD. A ideia depende da saída de Pacheco do partido e de sua filiação a outra sigla, com a perspectiva de integrar Kalil e Marília Campos ao Senado.

Na esfera estadual, o vice-governador Mateus Simões é do PSD, o que dificulta a permanência de Pacheco no partido para concorrer ao governo. A janela partidária, que termina em 3 de abril, define o timing para a possível troca de legenda do senador.

Edinho Silva, presidente do PT, classificou como “chapa dos sonhos” a hipótese de Pacheco ir ao PSB com Kalil e Marília Campos compondo as vagas do Senado. A vaga de Kalil é vista como essencial para manter a projeção do ex-prefeito em Belo Horizonte, enquanto o PSB avalia o cenário.

Diálogo e perspectivas

Em Contagem, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Marília Campos ao Senado, Edinho sugeriu que Pacheco pode ingressar no PSB e sinalizou abertura para conversa com Cleitinho Azevedo, do Republicanos, sobre alianças regionais. Cleitinho afirmou que ainda não foi abordado oficialmente, mas recebeu com respeito a mensagem de Edinho Silva.

Caixa de cenários aponta possibilidade de alinhamento entre Kalil, Marília Campos e Pacheco, com o objetivo de ampliar palanque para Lula e manter espaço para Kalil no novo ciclo político. A definição de filiações e rupturas dependerá do movimento das lideranças e da janela partidária.

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