Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Antissemitismo no Brasil cresce após 7 de Outubro, aponta CONIB

Conib aponta que o antissemitismo no Brasil se estabelece em patamar elevado, com quase mil casos em 2025, ampliado nas redes sociais e afetando a comunidade

Houve uma queda no número de casos de 2024 a 2025, mas o dado ainda está muito acima do registrado em 2022
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2025 foram registrados 989 casos de antissemitismo no Brasil, alta de 149% em relação a 2022 (397 casos).
  • Apesar da queda de 44,7% em relação ao pico de 1.788 ocorrências em 2024, o relatório aponta que o país permanece em patamar elevado.
  • A média é de 2,7 casos por dia, configurando um “novo normal” de hostilidade contra judeus.
  • Plataformas digitais responderam por 80,9% das ocorrências em 2025 (cerca de 800 dos 989 casos); o alcance potencial chegou a 66 milhões de pessoas.
  • Entre ações e resposta institucional: 45 advogados voluntários atuaram em 2025, com 150 casos analisados e mais de 60 encaminhados a polícia ou Ministério Público; o STF definiu que não cabe acordo de não persecução penal em casos de racismo contra judeus.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou um relatório sobre antissemitismo no Brasil. Em 2025 foram registrados 989 casos, contra 397 em 2022, já considerados antes do ataque de 7 de outubro de 2023. A alta persiste mesmo com queda em relação a 2024.

Segundo o levantamento, o patamar ainda é elevado: a média é de 2,7 ocorrências por dia, configurando um “novo normal” de hostilidade contra judeus no país. O crescimento ocorre em meio a ataques recentes contra Israel e a debates sobre o tema.

Mais da metade dos casos ocorreu em ambientes digitais, aponta o relatório. Em 2025, 80,9% das ocorrências foram registradas online, com alcance potencial de cerca de 66 milhões de pessoas.

Panorama de redes e alcance

O monitoramento de redes apontou 6,43 milhões de menções associadas ao tema, com 115.970 classificadas como antissemitas. Conteúdos hostis aparecem em memes e ironias, dificultando moderação e identificação.

AtlasIntel e StandWithUs Brasil, em estudo de fevereiro, mostram percepções problemáticas: 42% veem comparação entre ações de Israel e nazismo como legítima; 37% aceitam ideia de que judeus têm mais sucesso financeiro; 28% associam “dupla lealdade”.

Impacto na comunidade e no trabalho

Entre 1.427 membros da comunidade judaica, 86% veem o antissemitismo como problema no Brasil, e 22% já se identificaram menos como judeus por medo. Quase a metade relata exposição frequente a conteúdo antissemita nas redes.

No ambiente profissional, 46% afirmam ter sofrido antissemitismo ao longo da carreira. A Conib mobilizou mais de 45 advogados voluntários em 2025, com cerca de 2.000 horas de atuação e 150 casos analisados.

Contexto institucional

O STF decidiu que não cabe acordo de não persecução penal em casos de racismo contra judeus, consolidando um precedente. Ainda assim, a subnotificação permanece elevada, com vítimas relatando episódios apenas a familiares ou amigos.

Tendência global

A Conib aponta que o Brasil não é exceção: França, Reino Unido, Itália e Austrália registraram números altos em 2025, mantendo padrões acima do pré-2023. O antissemitismo, após o choque de 2023, estabilizou-se num novo patamar global.

Chamamento à ação

A Conib defende ações conjuntas entre governo, plataformas, educação e sociedade civil para combater o fenômeno, considerado indicador de deterioração do ambiente democrático. O relatório está disponível na íntegra.

As informações são da Conib (Confederação Israelita do Brasil). O material destacou ainda a necessidade de acesso a dados, moderação de conteúdos digitais e apoio a vítimas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais