- Filipe Martins pediu visitas de Sóstenes Cavalcante, Sérgio Moro e outros nomes da oposição, em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes em 30 de março de 2026.
- Os advogados classificam os encontros como “visita institucional” para “diálogo direto e reservado” e indicam a lista de convidados.
- Moraes autorizou as primeiras visitas, previstas para 4 e 5 de abril, a dois políticos de diferentes estados.
- Martins está preso preventivamente desde 2 de janeiro, após transferência de Curitiba para Ponta Grossa; o STF questionou esse deslocamento.
- A defesa apresentou recurso de reconsideração para que o indiciado retorne a Curitiba, alegando necessidade de prisão com mais segurança.
Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro, pediu ao STF a autorização para receber visitas de nomes da oposição. A defesa assume que esses encontros seriam visitas institucionais para dialogar de forma direta e reservada. A solicitação foi dirigida ao ministro Alexandre de Moraes.
O pedido, apresentado nesta segunda-feira (30.mar.2026), lista diversos políticos que poderiam compor as visitas: Sóstenes Cavalcante, Marcel van Hattem, Sérgio Moro, Rogério Marinho, Damares Alves, Gustavo Gayer, Nikolas Ferreira, Cabo Gilberto, Carlos Jordy, Filipe Barros, Bia Kicis, Eduardo Girão, Júlia Zanatta, Evair de Melo, Rodrigo Valadares e André Fernandes. A defesa projeta encontros também com Gil Diniz e Giuseppe Chiappetta.
Além disso, a defesa descreve os encontros como uma oportunidade de “diálogo direto e reservado” e exige que Martins permaneça em uma prisão com mais segurança. Moraes ainda não se pronunciou sobre o conteúdo da visita, mas já autorizou encontros iniciais previstos para 4 e 5 de abril.
Prisão, transferência e segurança
Martins está preso preventivamente desde 2 de janeiro, em Ponta Grossa (PR). A transferência para Curitiba, em janeiro, foi alvo de questionamento do ministro, que ordenou o retorno à unidade original. A Polícia Penal aponta motivos de segurança e maior controle de visitas na nova unidade, que seria mais adequada ao custodiado.
A defesa aponta que a transferência foi realizada sem autorização prévia do STF e que a unidade escolhida oferece condições de segurança superiores. O pedido de reconsideração visa que Martins retorne a Curitiba e permaneça sob supervisão mais restritiva.
Linha do tempo e próximos passos
O caso envolve decisões de Moraes e atuação da PGR. Em julho de 2025, Moraes proibiu Martins de dar entrevistas, sob alegação de risco processual. O STF também analisa pedidos de soltura e reavaliações das medidas cautelares. A defesa já protocolou recurso na 1ª Turma para contestar pontos da análise do tribunal.
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