- Gleisi Hoffmann deixa a chefia da Secretaria de Relações Institucionais na terça-feira, 31 de março de 2026, para disputar o Senado pelo Paraná em 2026.
- O substituto deve ser um petista, mas a decisão ainda não foi anunciada; Marcelo Almeida Cunha Costa, atual nº 2 da pasta, pode assumir interinamente até o desfecho.
- Os nomes mais cotados para a vaga são Camilo Santana, Wellington Dias e José Guimarães.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou Olavo Noleto como opção e busca um candidato com trânsito amplo no Legislativo, especialmente no Centrão.
- A Secretaria de Relações Institucionais articula o governo com o Congresso, mediando apoios e a viabilização da pauta governista.
Gleisi Hoffmann (PT) deixa a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) para disputar o Senado pelo Paraná em 2026. A saída ocorre em 31 de março de 2026, após a despedia com jornalistas no Palácio do Planalto. Lula já sinalizou que o cargo pode ser ocupado por um petista, mas o nome ainda não está definido. A pasta atua na articulação com o Congresso.
A gestão da SRI depende de um substituto do PT, com o objetivo de manter o diálogo com o Legislativo. Caso não haja definição imediata, o presidente pode nomear um ministro interino até a escolha do titular definitivo. O cargo mais provável é ocupado pelo nº 2 da pasta, Marcelo Almeida Cunha Costa, diplomata de carreira, se permanecer sem acordo.
Entre os nomes citados como favoritos para a vaga estão Camilo Santana, atual ministro da Educação; Wellington Dias, do Desenvolvimento Social; e José Guimarães, líder do Governo no Congresso. A escolha busca maior trânsito político no Legislativo, incluindo apoio no Centrão. A decisão ocorreu próximo ao prazo de desincompatibilização.
Gleisi afirmou ter promovido uma relação franca e aberta com a imprensa e destacou ações do governo, como o reforço no enfrentamento à violência contra a mulher, com cooperação entre ministérios, Judiciário e forças de segurança. A ministra também citou o contexto de avaliação de prioridades legislativas.
A exoneração da SRI ocorre em meio a desdobramentos na relação com o Congresso. Lula descartou Olavo Noleto, indicado pela própria Gleisi, em favor de um nome com recorte político mais amplo. A tendência é consolidar uma liderança com alcance no Legislativo, do espectro da esquerda ao Centrão.
A SRI é responsável pela articulação entre o Executivo e o Legislativo, mediando apoios, construindo maiorias e viabilizando a pauta governamental. Trata-se de um ministério estratégico para manter a base aliada coesa e assegurar aprovação de medidas.
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