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Sônia Guajajara deixa ministério para disputar eleições

Sônia Guajajara deixa o Ministério dos Povos Indígenas após três anos para concorrer a deputada federal por São Paulo; cargo será entregue a Eloy Terena na Esplanada dos Ministérios

Guajajara deve transmitir o cargo ao atual secretário-executivo, o advogado Eloy Terena, em solenidade na 3ª feira (31.mar.2026)
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  • Sônia Guajajara deixa o Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo.
  • Ela deve transferir o cargo ao atual secretário-executivo, Eloy Terena, em solenidade na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na terça-feira, 31 de março de 2026.
  • Guajajara está no cargo há três anos; Terena já atuou com ela na Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
  • A criação do ministério foi uma promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha.
  • Em gestão compartilhada, houve homologação de vinte terras indígenas e outras medidas, como vinte e uma portarias declaratórias; a COP-30, em Belém, teve ampla participação indígena.

Sônia Guajajara deixa o Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Ela comandou o ministério por três anos e deve transmitir o cargo ao atual secretário-executivo Eloy Terena, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na terça-feira (31.mar.2026). A transmissão ocorre após a confirmação da continuidade de Terena na função de liderança ao lado da ministra.

Guajajara nasceu na terra indígena Arariboia, no Maranhão, e é formada em letras e enfermagem, com especialização em educação especial pela Universidade Estadual do Maranhão. Em 2018, foi candidata a vice-presidente pela chapa de Guilherme Boulos (Psol). Em 2022, tornou-se a primeira deputada federal indígena eleita por São Paulo, com 156.966 votos.

Panorama do ministério e da atuação

Logo no início da gestão, em abril de 2023, o governo homologou 6 terras indígenas, após cinco anos sem demarcações. Mesmo sob limitações do Congresso, o ministério atuou na articulação de homologações de 20 terras, além de 21 portarias declaratórias. Essas ações marcaram o esforço para ampliar o reconhecimento de territórios tradicionais.

Em novembro de 2025, a ministra celebrou a maior participação indígena em uma conferência climática da ONU. A COP30 ocorreu em Belém (PA), reuniu cerca de 3.500 indígenas e trouxe protestos e cobranças diversas ao governo federal.

Participação e impactos políticos

A mudança ocorre em meio ao histórico de atuação do ministério nas demarcações e em pautas associadas à defesa dos povos originários. A troca de comando facilita a continuidade de políticas e o alinhamento com a agenda do PT no governo. A decisão de Guajajara de concorrer reforça o protagonismo indígena no cenário político nacional.

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