- Lula vai cobrar que novos ministros mantenham metas e nível de desempenho dos antecessores, com alinhamento de discurso e entregas.
- A maior parte dos ministérios pode passar a ser chefiada por secretários executivos, segundo escalões que dão sustentação técnica.
- Lula vai reunir nesta terça-feira os ministros que estão deixando o governo e os substitutos; encontro foi adiado de segunda para terça.
- Pelo menos vinte ministros devem deixar o governo para disputar as eleições, devendo ficar desincompatibilizados por lei eleitoral.
- Cenários em aberto incluem remanejamento de André de Paula para a Agricultura, com Cárlos Fávaro fora; Gleisi Hoffmann disputa o Senado e pode exigir escolha para a SRI; Guilherme Boulos deve permanecer na Secretaria-Geral.
O Planalto tem sinalizado novas trocas na Esplanada em ano eleitoral e cobra que os ministros substitutos mantenham o ritmo de entregas dos antecessores. A orientação recebida pelos assessores é alinhar discurso, metas e resultados.
Segundo a leitura do governo, a maior parte das vagas será ocupada por secretários executivos, figuras de segundo escalão que dão sustentação técnica às pastas. A intenção é preservar continuidade de ações.
Lula programou reunião com os ministros que deixam o governo e com seus substitutos para a próxima terça-feira, 31. O encontro foi adiado em um dia por agenda do presidente.
Ao todo, estima-se que pelo menos 20 ministros deixam o governo para concorrer às eleições, cumprindo o prazo de desincompatibilização exigido pela lei eleitoral. A troca busca evitar rupturas na agenda de governo.
Entre os cenários, está a SRI, a Secretaria de Relações Institucionais, onde há pressão para a escolha de um parlamentar para suceder Gleisi Hoffmann no Senado. A mudança deve ocorrer conforme o andamento político.
Em remanejamentos já cogitados, André de Paula pode ir para a Agricultura, substituindo Carlos Fávaro. A expectativa é de ajustes que atinjam áreas-chave do governo durante o período eleitoral.
Alguns nomes indicam permanência na equipe diante do pleito. Guilherme Boulos, por exemplo, deve permanecer na Secretaria-Geral da Presidência, mantendo a linha de atuação já estabelecida.
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