- Exoneração do policial federal Wladimir Matos Soares foi publicada no Diário Oficial, cumprindo decisão do STF para perda do cargo de condenados.
- Soares foi condenado a vinte e um anos de prisão por participação no chamado núcleo três da trama golpista que tentou manter Bolsonaro no poder.
- O núcleo três planejou o sequestro e o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Lula; mensagens indicam plano para “matar meio mundo”.
- Militares conhecidos como “kids pretos” também estavam no grupo, que chegou a discutir uma carta aos generais para pressionar o Exército a aderir ao golpe.
- As penas dos condenados variam entre dezesseis e vinte e quatro anos; Soares está detido desde novembro de dois mil e vinte quatro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, e negou as acusações, dizendo ser admirador de Moraes.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública exonerou na segunda-feira (30) o policial federal Wladimir Matos Soares, condenado a 21 anos de prisão por participação no chamado núcleo 3 da trama golpista que tentou manter Bolsonaro no poder após a derrota de 2022. A exoneração atende a determinação do STF de perda do cargo público para condenados.
Soares integrou o plano que previa o sequestro e o assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Lula. A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União como parte das medidas decorrentes da condenação, que também envolve militares do grupo conhecido como kids pretos.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o núcleo 3 foi responsável pelas ações mais severas da organização criminosa, incluindo o plano contra autoridades. Em celulares dos investigados, foram encontradas mensagens que indicavam a intenção de violar a ordem constitucional para manter Bolsonaro no poder.
Entre as evidências, constam mensagens de Soares afirmando haver um plano para matar membros da esfera política. Também houve sinalização de que militares teriam pressionado o Alto Comando do Exército a aderir ao golpe, com discussões sobre uma carta aos generais.
As investigações indicam que os integrantes do núcleo 3 organizaram, em novembro de 2022, uma reunião para tratar de pressionar a cúpula do Exército a romper com a ordem constitucional. Além de Soares, a lista de condenados inclui oficiais de alta patente e coronéis, com penas que variam de 16 a 24 anos de prisão.
Ao todo, as sentenças estabelecidas foram: Hélio Ferreira Lima (24 anos), Rafael Martins de Oliveira (21), Rodrigo Bezerra de Azevedo (21), Wladimir Matos Soares (21), Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (17), Bernardo Romão Correa Netto (17) e Fabrício Moreira de Bastos (16).
Soares permanece detido desde novembro de 2024 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O policial negou as acusações em interrogatório e chegou a afirmar que admira Moraes, conforme registro do processo.
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