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Condenação de deputados pelo STF aumenta a tensão entre o Congresso

Condenação de deputados por corrupção em emendas aumenta o choque entre STF e Câmara, que sustenta prerrogativa legislativa para a perda de mandatos

Hugo Motta defende prerrogativa da Câmara sobre perda de mandato após condenações de deputados pelo STF (Foto: Douglas Gomes / CD Presidência)
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  • STF condenou os deputados Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além do ex-deputado Bosco Costa, por corrupção passiva envolvendo liberação de emendas no Maranhão.
  • A Câmara, por meio do presidente Hugo Motta, defende que a perda de mandatos é prerrogativa do Legislativo, com análise pela CCJ e plenário após recursos no STF.
  • Emendas impositivas cresceram de 44 milhões em 2015 para 23,2 bilhões em 2025, levantando questionamentos sobre a obrigatoriedade de pagamento pelo governo.
  • O ministro Flávio Dino, relator das ações, indica que a legalidade do modelo atual de emendas deverá ser definida ainda em 2026.
  • A crise mostra um atrito entre Judiciário e Legislativo, com riscos de agravamento do conflito em ano eleitoral.

A Primeira Turma do STF condenou deputados por corrupção passiva em desvios de emendas, aumentando o embate com o Legislativo. A decisão ocorreu após investigações sobre liberação de verbas públicas destinadas a municípios do Maranhão. O desfecho provoca reação da Câmara e acende o debate sobre o controle do orçamento público.

Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o ex-deputado Bosco Costa, todos do PL, foram condenados por solicitar propina em troca de emendas parlamentares. O esquema era caracterizado pela comercialização de vantagens em função da influência sobre recursos federais.

A Câmara reage ao tema, com o presidente Hugo Motta afirmando que a perda de mandato é prerrogativa do Legislativo. Ele informou que a CCJ analisará o caso e que o plenário votará após esgotados os recursos no STF, mantendo o poder de decisão com os deputados.

Emendas impositivas estão no centro do debate. Hoje, o governo é obrigado a liberar recursos indicados pelos parlamentares. O valor total cresceu de 44 milhões de reais em 2015 para 23,2 bilhões em 2025, segundo dados mencionados no debate.

O ministro Flávio Dino, relator das ações sobre o Orçamento, indicou que o STF deverá decidir sobre a legalidade do modelo atual ainda em 2026. Parlamentares temem perda da obrigatoriedade de pagamento dessas verbas.

A crise entre Judiciário e Legislativo é descrita por especialistas como estrutural. Enquanto o Judiciário busca manter o controle técnico do Orçamento, o Legislativo vê interferência na autonomia institucional. O clima atual é de autoproteção no Congresso.

Especialistas ressaltam que a tensão pode se intensificar neste ano eleitoral, com passos judiciais e políticos em curso, e com impactos potenciais sobre o funcionamento das comissões e votações relevantes para o Orçamento.

Conteúdo produzido pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para leitura completa, consulte a reportagem completa da publicação.

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