- A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dos ex-governadores Ibaneis Rocha e Cláudio Castro para depor, após não terem comparecido a convites anteriores.
- Os depoimentos devem esclarecer tratativas envolvendo o BRB na tentativa de aquisição do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em 2025.
- No caso de Castro, pretende-se que ele detalhe o cenário de segurança pública no Rio de Janeiro, descrito como ambiente de dinâmicas sofisticadas do crime organizado.
- O Banco Central barrou a operação entre BRB e Banco Master e encaminhou informações à Polícia Federal e ao Ministério Público; Renato Dias de Brito Gomes também será ouvido como testemunha.
- A comissão analisa a quebra de sigilo após decisão do STF, o que gerou críticas de Fabiano Contarato quanto às novas exigências de acesso a dados do Coaf.
A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta terça-feira (31.mar.2026), requerimento para convocar os ex-governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF) para depor. Eles já haviam sido convidados anteriormente, mas não compareceram a reuniões em dezembro e fevereiro.
O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que Ibaneis deve esclarecer tratativas envolvendo o BRB na tentativa de aquisição do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025 por suspeitas de fraudes no sistema financeiro.
Para Castro, o foco é detalhar o cenário da segurança pública no Rio de Janeiro, descrito no requerimento como ambiente que favoreceu dinâmicas sofisticadas do crime organizado.
Convocação e próximos passos
A Câmara da CPI aprovou ainda a convocação do ex-diretor do BRB Renato Dias de Brito Gomes, responsável pela área técnica que embasou a decisão de bloqueio da operação entre BRB e o Banco Master. Ele deporá como testemunha.
Com a aprovação, a presidência da CPI ficará responsável por definir datas dos depoimentos e pela notificação formal dos convocados nos próximos dias.
Adoção de medidas legais não impede que eventual convocado busque no Supremo Tribunal Federal suspensão de depoimento ou direito ao silêncio, conforme já utilizado em casos anteriores.
Quebra de sigilo
A comissão passou a analisar os pedidos de quebra de sigilo separadamente, em atendimento a decisão do STF. O presidente Fabiano Contarato criticou a medida, argumentando que novas exigências ao acesso a dados do Coaf podem atrasar as investigações.
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