- O ministro Gilmar Mendes revelou ter usado cannabis medicinal para tratar dores e disse ter comprado o produto em Portugal para uso próprio e para uma pessoa amiga.
- Em entrevista ao podcast Cannabis Hoje, ele afirmou que Portugal serve de referência para políticas de drogas no Brasil.
- Sobre a decisão do STF de descriminalizar o porte para uso pessoal, Mendes destacou que até 40 gramas passam a ser considerados usuários, com medidas educativas em vez de penalização.
- O ministro afirmou que a mudança é um avanço na redefinição da política de drogas e que ainda falta uma transformação cultural no sistema de justiça.
- Mendes citou Portugal como modelo, sugerindo que o Brasil pode adotar uma reconcepção do modelo repressivo para uma abordagem mais equilibrada.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes revelou, nesta terça-feira (31 mar. 2026), que utilizou cannabis medicinal para tratamento de dores. A afirmação foi feita durante a participação no podcast Cannabis Hoje, onde ele também defendeu o fim da guerra às drogas e citou Portugal como referência.
Mendes disse ter adquirido a cannabis em Portugal para uso próprio e também para uma pessoa amiga que sofria com dores. O ministro enfatizou que a experiência o deixou com boa impressão e que o episódio ajudou a moldar sua visão sobre políticas de drogas no Brasil.
Modelo português e avanços no Brasil
O ministro comentou a decisão do STF, em julho de 2024, que classificou como usuários quem portar até 40 gramas de cannabis para uso pessoal, afastando a possibilidade de prestação de serviços à comunidade nesses casos. Segundo ele, trata-se de um avanço, mas ainda é apenas um passo.
Gilmar Mendes destacou a necessidade de mudança cultural entre profissionais do sistema de justiça, afirmando que juízes, promotores e delegados foram treinados para combater as drogas de forma radical. O ministro ressaltou que a transformação envolve questões jurídicas e culturais.
Sobre o modelo de políticas de drogas, Mendes citou Portugal como referência de sucesso, sugerindo que o Brasil poderia adotar uma abordagem similar. Ele afirmou que Portugal não enfrenta grandes cartéis ou organizações envolvidas nesse processo e que há uma convivência com uma vida normal no país.
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