- O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou Alfredo Gaspar (PL-AL) de pedofilia, trabalho escravo, extorsão e tentativa de suborno, embora sem apresentar provas públicas ainda, afirmando ter entregue material à Polícia Federal.
- Lindbergh disse ter levado gravações e informações à PF e informou que nomes de supostas vítimas, including uma adolescente, foram entregues às autoridades, sem divulgação.
- Gaspar negou as acusações e protocolou, no STF, uma queixa-crime e uma representação criminal contra Lindbergh e Soraya Thronicke, pedindo cassação dos acusadores por calúnia e coação.
- O deputado afirmou ter ingressado com queixa-crime e ação no Conselho de Ética da Câmara, alegando ataques pessoais, e defendeu que a investigação seja conduzida pela Polícia Federal.
- A troca de acusações ocorreu durante debates ligados à CPMI do INSS, com Gaspar criticando decisões do STF e Lindbergh reforçando a denúncia e as álibis apresentadas.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta terça-feira que o caso envolvendo Alfredo Gaspar envolve escravidão e pedofilia. Ele afirmou ter encaminhado denúncias à Polícia Federal e disse que há gravações e informações entregues às autoridades. Gaspar nega as acusações e acionou o STF e a PGR contra Lindbergh e Soraya Thronicke.
Lindbergh informou ter feito a entrega de informações à PF, junto com a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). Segundo ele, há nomes de supostas vítimas protegidos por regras de proteção de menor, e há indícios de irregularidades relatados às autoridades.
O conjunto de informações teria sido apresentado após contato de duas jornalistas do Rio de Janeiro, segundo o deputado. Ele relatou que houve a discussão de pagamento para silenciar o caso e que as informações são consistentes, conforme o andamento da apuração.
Gaspar, por sua vez, protocolou queixa-crime no STF e uma representação criminal na PGR contra Lindbergh e Soraya. O deputado reage a uma acusação de estuprar uma menor de idade apresentada pelos colegas. Gaspar classifica as acusações como artificiais.
Segundo Gaspar, o objetivo da manobra política seria desviar a atenção das conclusões da CPMI do INSS. Ele afirmou que não há provas e que vai levar o processo adiante para pedir cassação e responsabilização dos oponentes.
Na CPMI do INSS, o relator criticou decisões do STF que impactaram a continuidade da comissão. Gaspar leu comentários de autoridades, enquanto Lindbergh questionou o teor do relatório, o que gerou troca de farpas entre os dois parlamentares.
Lindbergh reconheceu que pode ter se precipitado ao mencionar o episódio em sessão da CPMI, mas afirmou ter formalizado as denúncias posteriormente. Ele defende que a PF conduza a apuração para evitar interferência local.
Gaspar afirmou que a acusação seria uma cortina de fumaça política e reiterou a intenção de buscar cassação de Lindbergh e de Soraya. Não houve confirmação oficial de participação de outras autoridades na apuração até o momento.
Desdobramentos e próximos passos
A investigação segue sob atribuição da Polícia Federal, conforme indicado pelas declarações iniciais. O andamento das denúncias pode determinar novas declarações públicas de representantes. As partes aguardam desdobramentos oficiais e a análise das medidas judiciais.
Contexto institucional
A troca de acusações envolve membros relevantes do Congresso e a CPMI do INSS, que investiga fraudes em empréstimos consignados. O tema volta à tona em meio a disputas políticas acaloradas e a busca por definições sobre eventual responsabilização de agentes públicos.
Entre na conversa da comunidade