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Suspeito de fraude na Unip foi investigado por suposto laudo contra Boulos

Médico é suspeito de integrar esquema que desviaria cerca de R$ 900 milhões da herança da Unip; laudo sobre Boulos foi considerado falso pela perícia

Ministério Público de São Paulo
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  • O médico Luiz Teixeira da Silva Júnior é alvo de operação do Ministério Público de São Paulo e é suspeito de integrar grupo que tentava desviar cerca de R$ 900 milhões da herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador do Unip/Objetivo.
  • Ele já havia sido citado na investigação de um laudo médico falso contra o deputado Guilherme Boulos, alegando uso de drogas e necessidade de internação após suposto surto psicótico.
  • O laudo foi divulgado pelo coach Pablo Marçal; a perícia concluiu que o documento era falso e apontou inconsistências, como assinatura falsificada e afastamento do médico na época.
  • A defesa de Luiz afirma que não há prova idônea de fraude, falsidade ou desvio patrimonial atribuível a ele, e que o documento foi apresentado de forma regular em inventário, com carimbos reconhecidos pelos cartórios.
  • Além disso, ele responde a processo por falsificação de assinaturas de representantes de uma empresa para viabilizar venda de lotes sem autorização.

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (31) uma operação que mira suspeitos de fraudes ligadas à herança do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo. O foco é um possível desvio de cerca de 900 milhões de reais por meio de um esquema envolvendo uma clínica médica e documentos falsos. A investigação aponta que Luiz Teixeira da Silva Júnior, proprietário de clínica, integraria o grupo que tentava ocultar patrimônio.

Segundo o MP, Luiz já tinha sido citado em apurações anteriores sobre a produção de um laudo médico falso que apontava uso de drogas por Guilherme Boulos, então candidato à Prefeitura de São Paulo. O objetivo, segundo o MP, seria prejudicar a campanha do parlamentar. O laudo foi divulgado por um adversário de Boulos na eleição de 2024, o coach Pablo Marçal.

A polícia identificou inconsistências no documento, como assinatura falsificada, e apurações indicam que o médico estava afastado na época e não possuía especialização na área descrita. A perícia concluiu pela falsidade do laudo. Marçal enfrentou denúncia por difamação e uso de documento falso. Luiz afirma não ter envolvimento com a produção do laudo.

Outro aspecto da investigação envolve possível falsificação de assinaturas de representantes de uma empresa, com o objetivo de viabilizar a venda de lotes a terceiros sem o conhecimento dos responsáveis. A apuração continua em andamento com a coleta de provas e oitiva de envolvidos.

Outro lado

A defesa de Luiz Teixeira foi procurada para comentar a operação do MP. Em nota, a defesa afirma não haver prova processual idônea que demonstre fraude, falsidade ou desvio atribuído a Luiz. O documento questionado foi apresentado nos autos de inventário por via regular, com firmas reconhecidas, segundo a defesa.

A nota completa sustenta que o instrumento é formalizado em cartório e que os cartórios confirmaram a veracidade dos carimbos e sinais apostos. A defesa ressalta que não existe prova técnica que comprove fraude ou desvio patrimonial até o momento processual. O Dr. Luiz permanece à disposição das autoridades competentes para esclarecimentos.

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