- O Movimento Brasil Livre lança a pré-candidatura de Renan Santos pelo partido Missão, em um discurso antissistema que atinge STF, Lula e Flávio Bolsonaro.
- Santos busca ser a “terceira força ideológica” para furar a polarização, em oposição a ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
- A AtlasIntel mostra Santos tecnicamente empatado com Caiado e Zema em cenários com Caiado, com Lula liderando; o ex-governador paulista aparece em vantagem no primeiro cenário.
- Em cenários sem Caiado, Santos continua empatado tecnicamente com Zema; Ratinho Júnior e Eduardo Leite aparecem como outros nomes avaliados pela pesquisa.
- Kim Kataguiri migra para o Missão para fortalecer a pré-candidatura de Santos, defendendo renovação da direita; entre as propostas de Santos está transformar o Rio de Janeiro em cidade-estado, com uso das Forças Armadas para combater facções.
O Missão, partido criado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), estreou na disputa presidencial com a pré-candidatura de Renan Santos. O objetivo é apresentar uma linha antissistema e ampliar a atuação nas redes, tentando romper a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. A candidatura é vista como outsider no cenário atual.
Santos busca consolidar a ideia de uma terceira força ideológica, capaz de competir com nomes de ex-governadores que avançam na corrida presidencial. Em cenários simulados pela AtlasIntel, o candidato aparece tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado e Romeu Zema, no primeiro turno.
Segundo a pesquisa, Lula lidera a pesquisa, seguido por Flávio Bolsonaro. Santos registra cerca de 4,4% das intenções de voto, em empate técnico com Caiado e Zema em parte das simulações, com margem de erro de 1 ponto percentual.
Desempenho e estratégias
Em entrevistas, Santos afirma que há espaço para uma candidatura antissistema diante da percepção de respostas insuficientes da política tradicional a temas como segurança e corrupção. A equipe aposta na presença digital para ampliar o alcance da mensagem.
O Missão também tem apresentado propostas de forte contraste com a pauta convencional, incluindo a ideia de separar o Rio de Janeiro do estado, transformando a capital em uma cidade-estado. A estratégia é ampliar a credibilidade do grupo na esfera nacional.
Alianças e bastidores
O deputado Kim Kataguiri migrou do União Brasil para o Missão, tornando-se um dos principais apoiadores de Santos. Kataguiri sustenta que o Missão representa uma evolução do movimento, com propostas estruturadas e um foco claro de enfrentamento à velha política e ao crime organizado.
No entorno da campanha, os apoios a Santos destacam a capacidade de dialogar com eleitores mais jovens, alegando que o discurso busca falar a realidade, e não apenas a linguagem do Congresso. A ideia é ampliar a base do candidato além do núcleo do MBL.
Contexto eleitoral
As informações sobre a intenção de voto foram coletadas entre 18 e 23 de março, com 5.028 entrevistados. A AtlasIntel aponta uma margem de erro de 1 ponto percentual e confiança de 95%. As informações vêm de pesquisa contratada pela própria AtlasIntel Tecnologia de Dados Ltda.
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