- Valdemar Costa Neto disse que a filiação de Sergio Moro ao PL foi um “cálculo pragmático” para fortalecer a direita e angariar votos.
- Ele afirmou ter mudado de opinião porque o partido precisa dos votos de Moro; o ex-juiz disse a ele que não será juiz, será governador.
- A articulação ocorreu após o governador Ratinho Júnior (PSD) anunciar candidatura; Ratinho desistiu da pré-candidatura ao Planalto em 23 de março.
- O PL considera que o apoio a Moro garante palanque para Flávio Bolsonaro no Paraná e aposta que Moro pode vencer no estado ainda no primeiro turno.
- Em 2024, o PL pediu a cassação de Moro no TRE-PR por abuso de poder econômico; o TRE o absolveu e o TSE rejeitou os recursos.
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, detalhou a filiação do senador Sergio Moro ao partido, caracterizando a movimentação como um cálculo pragmático para a estratégia eleitoral. A chegada de Moro ao PL foi motivada pela necessidade de capital político para fortalecer a base de apoio da direita.
Segundo Valdemar, Moro afirmou que não pretende mais atuar como juiz, mas sim buscar o cargo de governador. A articulação ocorreu após o governador Ratinho Júnior anunciar que disputaria a Presidência, o que, na visão do PL, poderia ele ficar com boa parte dos votos no Paraná.
Valdemar explicou que Ratinho informou a decisão de concorrer, o que, em sua avaliação, deixaria o Paraná sem espaço para o PL caso Moro não fosse alinhado ao projeto local. De acordo com o dirigente, essa leitura justificou o acordo com Moro.
Contexto político
A filiação de Moro ao PL também envolve o impacto nas eleições presidenciais. Com o apoio de Moro, o senador Flávio Bolsonaro passa a ter palanque no Paraná para a chapa presidencial. Valdemar descreveu Moro como uma revelação com potencial de vencer no estado ainda no primeiro turno.
Em 2024, o PL chegou a pedir a cassação de Moro no TRE-PR por suposto abuso de poder econômico durante a campanha de 2022, quando ele era pré-candidato do Podemos. As ações foram julgadas, e o TRE-PR o absolveu; o PT e o PL recorreram ao TSE, que rejeitou as contestações.
O histórico entre Valdemar e Moro inclui disputas públicas, com o ex-juiz afirmando, em entrevista, que Valdemar tinha influência política no governo federal. Mesmo com divergências, o PL diz manter alinhamento estratégico com o novo correligionário para o pleito estadual.
Entre na conversa da comunidade