- Valência aprovou regras para limitar imóveis de aluguel de temporada, com teto de 2% da oferta habitacional em cada bairro ou distrito.
- O total de acomodações turísticas não pode exceder o equivalente a 8% dos residentes registrados em cada área da cidade.
- Também fica estabelecido que, em áreas residenciais, no máximo 15% de qualquer tipo de acomodação poderá ficar no piso térreo.
- A medida, aprovada pela Câmara Municipal, é defendida pela prefeita María José Catalá, que disse que Valência busca mudar o paradigma do turismo na cidade.
- Francisco Guardeño, representante da Federação das Associações de Vizinhança, afirmou que mais de 9.000 apartamentos turísticos operam ilegalmente na cidade e que a proposta não resolve o problema.
Valência adotará um teto para aluguéis de temporada na cidade, como parte de uma estratégia para reduzir a pressão turística e a inflação de moradias. As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Valência nesta semana.
Segundo a medida, casas de férias e apartamentos não poderão exceder 2% do total de imóveis em cada bairro ou distrito. A cidade busca equilibrar uso residencial e oferta turística, em meio a críticas sobre sobrecarga de centros urbanos.
Além disso, o conjunto de acomodações turísticas — hotéis, apartamentos e aluguel de temporada — não poderá superar 8% do número de residentes registrados em cada área. Há ainda regra que limita a até 15% de qualquer tipo de acomodação turística no piso térreo de unidades em áreas residenciais.
A prefeitura afirma que as mudanças integram uma visão mais ampla de planejamento urbano, enfatizando que a cidade é predominantemente residencial e que os imóveis devem atender aos moradores. A medida visa ordenar o crescimento turístico sem perder a função residencial.
O anúncio foi recebido com reações variadas. Representante da Federação das Associações de Vizinhança de Valência afirmou que mais de 9 mil apartamentos turísticos operam irregularmente na cidade, o que, segundo ele, não seria solucionado pelas novas regras.
A crítica sustenta que o problema permanece: grande parte da oferta turística continua operando na informalidade, o que dificulta a fiscalização e o equilíbrio entre moradores e visitantes. A administração municipal não divulgou novas datas para a implementação prática das regras.
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