- Waldez Góes desiste de disputar vaga no Senado pelo Amapá e ficará no governo até o fim do mandato de Lula.
- Em publicação no X, ele disse ter aceitado continuar à frente do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a pedido de Lula.
- O ministro afirmou que adiou o projeto eleitoral para “dar continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2023”.
- AtlasIntel aponta Góes com 8,1% das intenções de voto no cenário com Acácio Favacho; 9,2% sem Favacho, na corrida pelas vagas ao Senado.
- Na véspera houve demissão de 14 ministros na reforma ministerial, elevando para 19 o número de auxiliares que permanecem no governo para sustentar a continuidade administrativa até o fim do mandato.
Waldez Góes desistiu de disputar uma vaga no Senado pelo Amapá e seguirá no governo federal até o fim do mandato de Lula. A decisão foi comunicada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional na quarta-feira, 1º de abril de 2026, após o presidente pedir que ele permanecesse à frente da pasta.
Em publicação no X, Góes afirmou ter aceitado a missão com honra e responsabilidade. O ministro destacou que continuará o trabalho iniciado em janeiro de 2023, adiando o projeto de disputar novo cargo eletivo. Conforme pesquisa AtlasIntel divulgada no mesmo dia, Góes aparecia em 4º lugar no cenário com Acácio Favacho, com 8,1% das intenções de voto.
Ações de governo e cenário eleitoral caminham juntos. Na véspera, terça-feira (31) de março, Lula promoveu uma reforma ministerial ao demitir 14 ministros, a fim de manter a continuidade administrativa até o fim do mandato. A medida afetou ministros que já integravam secretarias-executivas, com objetivo de fortalecer a máquina pública na eleição de outubro.
Trocas ministeriais
A reforma resultou no fechamento de 19 vagas em ministérios, após a desistência de Góes, que inicialmente poderia ter aberto 20 cadeiras. A mudança é considerada recorde no 1º mandato, superando as demissões ocorridas em 2006 e 2022, quando houve ampla troca de titulares para acomodar candidaturas. As alterações buscam manter funcionamento do governo sem descontinuidade administrativa.
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