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STF julga eleições no Rio de Janeiro e quebra de sigilo na internet

STF decide, nesta semana, se eleição do governador-tampão no Rio será direta ou indireta; também sustenta debate sobre quebra de sigilo na internet.

Plenário presencial do STF vai definir formato para eleição de governador-tampão no RJ
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  • STF julga nesta semana como será a eleição de governador-tampão do Rio de Janeiro até o fim de 2026, se direta ou indireta, com votação marcada para a próxima quarta-feira.
  • O ministro Cristiano Zanin pediu destaque, e a votação será reiniciada no plenário físico; decisão provisória suspende a votação indireta pela Alerj.
  • A decisão envolve a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, acusado de abuso de poder, e a avaliação de que o ato poderia ter sido usado para burlar a cassação.
  • Também entra em pauta a possibilidade de quebra de sigilo de dados de buscas na internet, relacionada a investigações sobre Marielle Franco; faltam votos de Toffoli, Carmen Lúcia e Fux.
  • Outros temas na semana incluem a alteração do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para o projeto Ferrogrão, e dispositivos da Lei Ferrari sobre concessões entre produtores e distribuidores de veículos.

O STF decidirá nesta semana como deve ocorrer a eleição para governador-tampão do Rio de Janeiro até o fim de 2026. O julgamento está marcado para a próxima quarta-feira. A discussão envolve se a eleição será direta, com voto dos eleitores, ou indireta, pela escolha dos deputados estaduais.

A decisão foi marcada por uma mudança de ambiente: o ministro Cristiano Zanin pediu destaque, reiniciando a votação no plenário físico. Ele também suspendeu uma votação indireta pela Alerj em decisão provisória. O tema tem repercussão para o pleito no RJ.

A hipótese de eleição indireta surgiu após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, um dia antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico. O STF analisa se houve uso indevido de recursos públicos para influenciar o processo.

A pauta desta semana inclui ainda o debate sobre limites para a quebra de sigilo de usuários da internet a partir de buscas em plataformas digitais. O tema deve ser retomado na quinta-feira e envolve dados de pessoas que pesquisaram termos ligados à vereadora Marielle Franco.

O julgamento sobre o tema da internet tem repercussão geral, ou seja, valerá para casos semelhantes em instâncias inferiores. O STF discute se a Justiça pode decretar a quebra de sigilo de dados telemáticos de forma genérica, não apenas individualizada.

Faltam votos de três ministros para o placar final: Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luiz Fux. Há diferentes posições: avanços para manter a quebra sob critérios específicos, ou para restringir o funcionamento da ferramenta.

Além desses temas, a pauta de quarta-feira traz ainda a análise de alteração do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para o projeto Ferrogrão, que liga o Pará ao Mato Grosso. Existem dois votos favoráveis à mudança de área.

Outra ação em análise questiona dispositivos da chamada Lei Ferrari, que regula a concessão comercial entre produtores e distribuidores de veículos automotores. A definição pode impactar o setor regulatório de transportes.

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