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Indígenas preparam marcha em Brasília contra Congresso e demarcação

Indígenas preparam marcha em Brasília contra propostas de demarcação, incluindo o Marco Temporal, durante o acampamento Terra Livre, enquanto STF analisa o Ferrogrão

Indígenas planejam protesto em Brasília em defesa da demarcação de terras
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  • Milhares de indígenas preparam marcha em Brasília na manhã de hoje para protestar contra seis propostas em tramitação no Congresso, principalmente relacionadas à demarcação de terras.
  • Destaque para a PEC do Marco Temporal, que quer limitar o direito a território ao período desde a promulgação da Constituição, com avaliação de que povos já viveriam no local desde 1988; STF já rejeitou a tese, mas há movimento no Congresso para retomá-la.
  • Outros projetos discutidos visam mudar regras de demarcação, incluindo instrumentos que podem facilitar empreendimentos econômicos e mineração em territórios indígenas.
  • A mobilização faz parte do Acampamento Terra Livre, em sua 22ª edição, que pode reunir até oito mil indígenas entre 5 e 11 de abril.
  • A marcha também envolve o julgamento do Ferrogrão no STF, que discute a ferrovia entre Sinop, no Mato Grosso, e Miritituba, no Pará, cuja liberação é contestada por indígenas; pauta está prevista para quarta-feira, 8.

Milhares de indígenas planejam uma marcha em Brasília na manhã desta terça-feira (6), para contestar seis projetos que tramitam no Congresso, sobretudo mudanças na demarcação de terras. A mobilização ocorre dentro do Acampamento Terra Livre (ATL), que chega à 22ª edição.

A ação visa engajar parlamentares contra propostas consideradas anti-indígenas, com destaque para a PEC do Marco Temporal. A ideia é limitar o reconhecimento de territórios a comunidades que comprovem ocupação desde 1988, sob argumento de segurança jurídica.

A proposta foi rejeitada pelo STF por questões culturais e de marcação de uso de terras, mas uma parte do Congresso tenta reintroduzi-la com alterações constitucionais. Outros textos visam facilitar empreendimentos econômicos e mineração em terras indígenas.

O ATL chegou a Brasília com a expectativa de receber até 8 mil indígenas, entre 5 e 11 de abril, conforme organização do movimento. A mobilização inclui atividades de mobilização social e pressão política.

Ferrogrão

A pauta também envolve o julgamento do Ferrogrão, que busca autorizar uma ferrovia entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). Indígenas questionam a liberação da obra no STF, cuja decisão está prevista para a pauta de quarta-feira (8).

O caso envolve impactos ambientais, culturais e de consumo de território tradicional identificado pelos povos originários, com expectativa de decisão judicial e repercussão política. A cobertura acompanha o desenrolar no STF e as ações no Congresso.

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