- Em 2026, Lula realizou cerca de trinta deslocamentos a dez estados, mantendo o Sudeste como o destino principal, com mais de sessenta por cento dos compromissos fora de Brasília; São Paulo aparece com ao menos dez visitas, seguido por Rio de Janeiro (cinco) e Minas Gerais (quatro).
- O Sudeste concentra a maior parte dos compromissos eleitorais, refletindo o maior colégio eleitoral do país, com cerca de sessenta e seis milhões de eleitores segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
- No Nordeste, Salvador teve quatro visitas e foi o destino mais frequente da região, enquanto Fortaleza também foi visitada, dentro de uma atuação com foco na base petista no estado.
- Minas Gerais segue como estado estratégico, com duas visitas de Lula ao longo do ano e cenário ainda aberto para definição de palanque; a aliança com Rodrigo Pacheco no estado permanece incerta.
- No Espírito Santo, Helder Salomão recebeu apoio de Lula para a pré-candidatura ao governo, consolidando o favoritismo do nome na disputa 2026; o Norte ficou de fora das visitas até o momento, mantendo o padrão de priorização regional observado recentemente.
Lula mantém o padrão de visitas nacionais no início de 2026, ano eleitoral, com foco no Sudeste. Dados apontam cerca de 30 deslocamentos a 10 estados, originando mais de 60% das atividades fora de Brasília, até o momento.
O Sudeste concentra a maioria dos compromissos. São Paulo lidera com pelo menos 10 visitas, seguido por Rio de Janeiro (5) e Minas Gerais (4). A região abriga cerca de 66 milhões de eleitores, segundo o TSE.
Em 2022, o Sudeste foi decisivo para a vitória de Lula. O PT teve vantagem de votos no segundo turno e consolidou palanques em três dos quatro estados da região. No Rio, Eduardo Paes aparece como pré-candidato ao governo com apoio do presidente. Em São Paulo, Haddad é cotado para o governo.
No Espírito Santo, Helder Salomão recebeu aval de Lula para concorrer ao governo. A reunião ocorreu em Brasília, com anúncio de apoio à pré-candidatura capixaba. Salomão divulgou confiança no projeto majoritário que envolve toda a população.
Minas Gerais permanece sem definição clara, mas é um estado estratégico pela sua representatividade eleitoral. Lula esteve lá duas vezes neste início de ano, passando por cidades como Juiz de Fora, Ubá, Betim e Sete Lagoas. Em 28 de fevereiro, visitou áreas atingidas por chuvas na Zona da Mata.
O objetivo é fortalecer alianças para 2026. O ex-ministro Haddad surge como possível candidato ao governo de Minas, mas a decisão formal ainda não ocorreu. Roberto Pacheco filiou-se ao PSB, mantendo expectativa de palanque para o estado, ainda sem confirmação.
Nordeste
Salvador foi o destino mais frequente da região, com quatro visitas do presidente. A Bahia é base petista, sob governo de Jerônimo Rodrigues, aliado de Lula. Fortaleza também recebeu Lula, em visita ocorrida no fim de março e início de abril.
Disputas internas aparecem em pelo menos quatro estados nordestinos. No Maranhão, a indicação ao governo envolve o governador Carlos Brandão e o ministro Flávio Dino, gerando impasse local. Em Pernambuco, João Campos busca o apoio exclusivo de Lula, enquanto Raquel Lyra pressiona por neutralidade.
Demais regiões
Sul e Centro-Oeste receberam menos investimentos de atuação até o momento. O primeiro trimestre teve apenas uma visita no Sul, em Rio Grande do Sul, e duas no Centro-Oeste (Campo Grande e Anápolis). O Norte ficou sem deslocamentos no ano.
O padrão de 2026 é semelhante ao de 2025, com menor atuação em regiões com disputas políticas intensas e maior concentração de ações no eixo Sudeste e Nordeste. Ao todo, as ações de governo aparecem em maioria dos compromissos, incluindo eventos de natureza política-partidária.
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