- O novo ministro do Empreendedorismo, Tadeu Alencar (PSB-PE), votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e é apontado como um de seus articuladores na Câmara.
- A nomeação, anunciada na sexta-feira, 2, gerou embates no PSB e críticas em alas do PT, com pedidos de exoneração dentro da base aliada de Lula.
- Segundo a CNN, o governo não ouviu o presidente do PSB, João Campos, que tinha outro nome para a vaga e teria acionado a articulação política do Palácio.
- O filho de Tadeu é casado com a irmã de João Campos; o PSB indicava Paulo Pereira, secretário nacional do consumidor, para a função, mas acabou nomeando Tadeu.
- Embora o partido tenha chegado a parabenizar, a postagem foi apagada; parlamentares governistas veem a nomeação como parte de uma solução rápida para substituições por desincompatibilização eleitoral.
O novo ministro do Empreendedorismo, Tadeu Alencar, do PSB de Pernambuco, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016 quando era deputado federal. A nomeação ocorreu na sexta-feira (2), abrindo embates internos no PSB e críticas no PT.
A designação não teve aprovação unânime dentro da base aliada. Há pedidos para exoneração no entorno do governo, movidos por setores alinhados a Lula. A indicação ocorreu sem a anuência formal do presidente da legenda, João Campos.
Segundo relatos à CNN, o governo não consultou João Campos, que tinha outro nome para a vaga e teria acionado a articulação política do Palácio. O filho do novo ministro é casado com a irmã de Campos, enquanto o presidente do PSB apontava Paulo Pereira para o cargo.
Reação de PSB e PT
Parte da bancada do PSB viu a escolha como solução automática diante da desincompatibilização eleitoral. No PT, a nomeação suscitou críticas de alas que avaliam o movimento como desalinhado com a leitura política do momento.
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