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Pastores pedem mais caminhos legais para imigrantes entrarem e permanecerem

Pastores apoiam imigração legal com caminho para cidadania, defendem fronteiras mais seguras e proteção a refugiados, priorizando deportação de criminosos

Migrants at an Arizona processing center for asylum seekers in 2023.
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  • Estudo com 667 pastores americanos, entre janeiro e março, aponta apoio à imigração legal e a um caminho para cidadania para alguns imigrantes indocumentados; 82% apoiam mudanças que aumentem a segurança da fronteira e deem status legal, com 47% apoiando fortemente essas mudanças.
  • Perception ampla: pastores veem a imigração legal como bênção para o país e para a igreja, defendem fronteiras seguras e deportação de criminosos, mas desejam alternativas mais humanas para outros imigrantes.
  • Princípios para reforma imigratória: 98% apoiam legislação que respeite a dignidade humana; 94% defendem a unidade familiar, 92% o respeito à lei, 90% a justiça para os contribuintes e 89% fronteiras seguras.
  • 78% apoiam uma trajetória de cidadania para quem está illegalmente no país e atende a qualificações.
  • Sobre refugiados, 82% acreditam que os EUA têm responsabilidade moral de recebê-los; prioridades de reassentamento incluem cristãos perseguidos (84%), familiares de quem já foi reassentado (70%), afegãos que trabalharam para os EUA (63%), pessoas que fugiram por raça/etnia (60%) e vítimas de violência de gangues (51%).

Pastores evangélicos nos EUA veem imigração legal como um benefício para país e igreja, mas divergem sobre a resposta a pessoas que estão no país irregularmente. O estudo de Lifeway Research, financiado pela World Relief, entrevistou 667 pastores entre janeiro e março. A pesquisa destaca apoio a caminhos de cidadania e ao mesmo tempo cobrança por maior segurança fronteiriça.

A maioria (82%) apoia mudanças na lei de imigração que aumentem a segurança de fronteira e criem um processo para status legal e eventual cidadania, inclusive com 47% que apoiam fortemente essas mudanças. Dados anteriores já apontavam tendência semelhante entre evangélicos (76%).

Princípios que orientam a reforma são amplos: 98% defendem legislação que respeite a dignidade humana; 94% valorizam a proteção da unidade familiar imediata; 92% defendem o respeito ao estado de direito; 90% apontam justiça para contribuintes e 89% apoiam fronteiras seguras.

Sobre a cidadania para quem está no país sem autorização, 78% dos pastores apoiam uma legislação que crie esse caminho para quem cumpre requisitos. Scott McConnell, da Lifeway Research, afirma que há consenso em princípios, mesmo com divergência sobre o volume de deportações.

Politicamente, 59% dos pastores descrevem suas convicções como conservadoras, 19% moderadas e 19% liberais; o retrato é semelhante entre o perfil da congregação. Cerca de 47% dizem ter imigrantes de primeira geração em suas igrejas, número próximo ao observado entre evangélicos no agregado.

Em relação aos refugiados, 82% veem responsabilidade moral dos EUA em aceitar pessoas que fogem de perseguição. Entre eles, 78% de evangélicos e 90% de protestantes mais tradicionais apoiam essa responsabilidade, segundo a pesquisa.

Sobre prioridades de reassentamento, 84% dizem que cristãos perseguidos devem ter prioridade e 70% apontam familiares já reassentados como prioritários. Também ganham destaque afegãos que serviram às forças dos EUA e vítimas de perseguição por raça ou etnia.

O levantamento mostra que quase metade das igrejas já atua com ministérios para refugiados ou imigrantes. Em paralelo, 46% afirmam que reduziram impacto de cortes de verbas em assistência externa, enquanto 26% acreditam que a igreja não pode preencher sozinho a lacuna.

Pastores destacam ainda que questões globais competem por atenção. Discipulado (71%) e evangelização (62%) aparecem como prioridades imediatas, com apoio variando para migração global, crianças vulneráveis e outras pautas.

A pesquisa aponta que decisões difíceis sobre imigração dependem de equilibrar leis vigentes com proteção humanitária. McConnell ressalta que mais de 90% rejeitam ideias de dividir famílias ou deportar quem poderia pagar multa.

A sondagem indica que a visão de igrejas é de que políticas públicas devem favorecer governs que combinem respeito à lei com soluções que protejam famílias e permitam a permanência de imigrantes que contribuam para a sociedade.

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