- A Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais de policiais militares que participaram da operação Contenção.
- Moraes havia determinado, em março, que as polícias Militar e Civil enviassem as imagens à PF, que ficará responsável pela perícia do material.
- A PF disse que está periciando o material enviado pela Polícia Civil, mas não houve recebimento das imagens da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
- O diretor pediu mais prazo, estimando noventa dias para analisar cerca de quatrocentas horas de gravações, com equipe de dez peritos.
- A apuração acontece no âmbito da ADPF das Favelas, processo que trata de medidas para reduzir a letalidade em operações em comunidades do Rio.
A Polícia Federal informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada no Rio de Janeiro no ano passado. A PF destacou que a perícia do material será coordenada pela própria corporação.
Moraes havia determinado, em março, que as polícias Militar e Civil enviassem à PF as imagens da operação, que resultou em mais de 120 mortos. A PF atua como perita do material, conforme decisão do STF no âmbito do ADPF das Favelas.
Em ofício, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que já houve perícia do material encaminhado pela Polícia Civil, mas não houve recebimento de qualquer acervo relativo às equipes da PMERJ que atuaram com maior efetivo e mais dispositivos de gravação corporal.
Prazo e equipe pericial
O diretor pediu mais tempo para concluir a análise. Segundo Rodrigues, a perícia do material da Polícia Civil demandará, no mínimo, 90 dias e envolve cerca de 400 horas de gravações.
A PF já mobilizou uma equipe de 10 peritos criminais federais, com tratamento prioritário aos exames. No entanto, segundo ele, não é tecnicamente viável cumprir o prazo inicial de 15 dias fixado pela decisão, dadas as condições atuais.
A apuração sobre a legalidade da operação tramita no âmbito do ADPF nº 635, que trata de medidas para reduzir a letalidade em operações de comunidades do Rio. A diligência busca esclarecer condutas durante a operação Contenção.
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