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11 governadores e 10 prefeitos de capitais anunciam renúncias para eleições

Governadores e prefeitos deixam cargos para concorrer, encerrando o prazo de desincompatibilização seis meses antes do primeiro turno; vice assume e pode disputar reeleição

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Foto: Creative Commons
  • Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano; o prazo de desincompatibilização venceu no sábado, 4 de maio, seis meses antes do primeiro turno.
  • A maioria dos titulares disputará o Senado; ao todo, 54 das 81 cadeiras estão em jogo, com dois governadores pré-candidatos à Presidência: Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás.
  • Quando os governadores renunciam, os vice-governadores assumem, abrindo espaço para possível reeleição; no Rio de Janeiro, contudo, haverá mandato-tampão, definido pelo STF, pois não havia vice no momento da renúncia.
  • Amazonas também enfrentará situação semelhante, já que governador e vice renunciaram para concorrer a outro cargo; a oficialização das candidaturas acontecerá apenas em agosto, após convenções partidárias e registro no TSE.
  • Entre os governadores que deixam o cargo, alguns pretendem reeleição; entre os prefeitos, a maioria busca o governo de seus estados, incluindo Eduardo Paes (Rio de Janeiro) e João Campos (Pernambuco).

Onze governadores e dez prefeitos de capitais deixaram os cargos para disputar as eleições deste ano. O prazo de desincompatibilização venceu no sábado (4), seis meses antes do primeiro turno, para evitar uso da máquina pública.

Entre os governadores, dois são pré-candidatos à Presidência: Romeu Zema, de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado, de Goiás. A maior parte busca vagas no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa.

Com as renúncias, vice-governadores assumem os cargos e podem disputar a reeleição em muitos casos. No Rio de Janeiro, não houve vice na época da renúncia de Cláudio Castro, o que gerou a possibilidade de mandato-tampão. A definição sobre se será voto direto ou indireto ficará a cargo do STF.

No Amazonas, outro caso típico ocorre: governador e vice renunciaram para disputar outro cargo. A renúncia é obrigatória para quem pretende concorrer, mas a candidatura depende de convenções partidárias e do registro no TSE, que ocorre apenas em agosto.

Governadores que desejam a reeleição podem permanecer no cargo até a oficialização, regra que também vale para o presidente da República. Acompanhe abaixo a lista dos executivos que deixaram os cargos.

Governadores que deixaram o cargo

Dos governadores, o destaque é para aqueles que abdicarão para concorrer a novos cargos. A desincompatibilização se aplica aos que pretendem disputar, com exceção dos que buscam a reeleição.

Prefeitos que deixaram o cargo

Entre os prefeitos, a maior parte mira o governo estadual. Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, busca o governo estadual; João Campos, de Pernambuco, também concorre ao Palácio do Governo.

A confirmação oficial sobre as substituições ocorrerá após as convenções partidárias e o registro no TSE. As renúncias, portanto, não garantem automaticamente a candidatura, mas pavimentam o caminho institucional para a disputa.

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