- A Polícia Federal informou ao STF não ter recebido todas as imagens da megaoperação no RJ, com mais de quatrocentas horas de vídeo para análise.
- O diretor-geral da PF pediu prolongamento de prazo, solicitando noventa dias para concluir a perícia, alegando o volume elevado de gravações e a necessidade de avaliação cuidadosa.
- O material recebido até agora inclui apenas imagens captadas por câmeras nas fardas da Coordenadoria de Recursos Especiais e de outras unidades da Polícia Civil; não houve acesso às imagens do Bope, da Polícia Militar.
- O envio parcial das imagens mantém a investigação dependente do recebimento das gravações faltantes, segundo o ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas.
- Em fevereiro, a PF já havia informado dificuldades para baixar os arquivos da operação, com a necessidade de material em mídia física e, possivelmente, de software específico para abrir os arquivos.
O diretor-geral da Polícia Federal enviou ao STF um ofício apontando que não recebeu todas as imagens da megaoperação ocorrida em outubro de 2025 no Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos. O documento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas.
No texto, a PF afirma que recebeu apenas imagens captadas por câmeras nas fardas da Core e de unidades da Polícia Civil, sem acesso às gravações do Bope, da Polícia Militar. A defesa de Moraes é que o material seja integral para a perícia.
Além disso, a PF informou que designou uma equipe de 10 peritos para analisar o material recebido. Segundo o ofício, não há condições de concluir a perícia em 15 dias, pois o conteúdo total supera 400 horas de vídeo. A PF pediu prazo de 90 dias.
A avaliação pericial depende do envio das imagens pendentes para o STF. O andamento do processo depende da disponibilidade de todas as gravações da operação. A PF reforça que o material é essencial para continuidade administrativa e judicial.
Conjunto de informações anteriores aponta que, em fevereiro, a PF já enfrentava dificuldades para baixar arquivos. Na ocasião, foram 945 arquivos enviados pela Polícia Civil do RJ, com necessidade de mídia física e software proprietário para abertura.
A PF também solicitou esclarecimentos sobre o acesso aos arquivos, destacando a necessidade de recebimento do aplicativo correspondente, caso os vídeos sejam proprietários e não utilizáveis em players comerciais.
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