- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, visitou Budapeste e acusou a União Europeia de interferência eleitoral e de censura na campanha na Hungria, dias antes da votação de domingo.
- Em coletiva com o primeiro-ministro Viktor Orbán, Vance elogiou a liderança dele e disse que Orbán pode servir de modelo para o continente, criticando Bruxelas.
- Vance afirmou que a UE tentou destruir a economia húngara, tornar o país menos independente em energia e elevar custos para os consumidores, ações que afirmou serem politicamente motivadas.
- O vice-presidente também atacou o Digital Services Act, questionando por que reguladores de Bruxelas dizem às plataformas que informações repassar aos eleitores húngaros, sem apresentar evidências.
- A pesquisa recente mostra a oposição, liderada pelo partido Tisza de Péter Magyar, à frente de Orbán, com 56% entre eleitores decididos contra 37% para o Fidesz; Vance disse que ajudaria Orbán independentemente de quem vencer.
Nos nossos eventos recentes, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, visitou Budapeste dias antes de uma eleição crucial na Hungria. Durante a visita, ele acusou a União Europeia de interferir na campanha eleitoral e de impor censura, incluindo críticas a regras digitais. Em conjunto com o premiê Viktor Orbán, Vance descreveu o líder húngaro como um modelo para o continente.
A agenda incluiu uma coletiva conjunta, onde Vance elogiou Orbán como exemplo para a Europa, mas criticou Bruxelas por supostamente pressionar a economia da Hungria e dificultar sua independência energética. O tom foi de apoio a Orbán e de oposição às políticas da UE.
Contexto político
Vance ressaltou que as ações da UE teriam motivações políticas ligadas à resistência de Orbán a convenções liberais. O tema das regras digitais, como a Digital Services Act, foi citado por ele como alvo de críticas, sem apresentar provas.
Ele também afirmou que existem tentativas de influenciar o voto húngaro por serviços de inteligência ucranianos, sem apresentar evidências. O governo húngaro já acusa Kyiv e Bruxelas de buscar a queda de Orbán.
Cenário eleitoral e reação
A Hungria realiza a eleição no domingo, com Orbán enfrentando o maior desafio em 16 anos. Pesquisas mostram a oposição Tisza, liderada por Péter Magyar, na dianteira em alguns levantamentos. Orbán tem histórico de apoio internacional de alguns aliados conservadores.
Durante a visita, Vance expressou disposição de colaborar com o vencedor do pleito, afirmando vontade de ajudar na medida possível. A posição contrasta com críticas da UE sobre governança, corrupção e Estado de direito.
Contexto regional e desdobramentos
As relações entre a Hungria e a UE estão tensas desde veto de Orbán a pacotes de ajuda e bloqueios de fundos comunitários. A pressão também envolve a dependência energética da Hungria em relação à Rússia e preocupações com diligência institucional.
Péter Magyar afirmou que nenhuma intervenção externa é aceitável, destacando a soberania do país. A sondagem recente da 21 Research aponta vantagem da oposição entre eleitores decididos, em contraste com o quadro anterior.
Perspectiva estratégica
Embora Vance tenha apoiado Orbán, afirmou que Washington trabalha com quem vencer a eleição. A posição sinaliza alinhamento próximo com o governo atual, apesar das críticas da UE sobre questões de democracia e governança.
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